Artigo
O sangue sagrado foi vilipendiado
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Na flagelação, na coroação de espinhos e na crucificação jorrou do corpo sagrado de Jesus sangue em abundância. Aquele sangue era o penhor da nossa salvação. Se o sangue de qualquer pessoa humana deve ser respeitado, muitíssimo mais devia ser respeitado e acatado com amor o sangue precioso do nosso Salvador.
No entanto, quer pelos açoites da flagelação, quer pelos furos do espinhos da coroação, quer pela chagas provocadas pelos pregos na crucificação, quer pelo seu lado furado por uma lança, jorrou muito sangue divino, que foi desprezado e também esquecido.
Apenas, enquanto sabemos pelos evangelhos, uma mulher, Verônica, teve coragem de enfrentar os soldados e enjugou a face ensanguentada de Jesus. Certamente, embora os evangelhos não nos digam nada a respeito, Maria Santíssima e as santas mulheres também enxugaram carinhosamente o corpo de Jesus, coberto de sangue.
Hoje em dia, temos a felicidade de ter, todos os dias, em nossas santas missas, o sangue divino do Salvador.
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É claro que é o sangue transubstanciado, portanto os acidentes como o gosto e os elementos da composição são os de um vinho, mas a substância é o sangue divino, o sagrado, o sangue de Jesus.
Nós, católicos, temos essa graça, creiamos nela e aproveitemos dela. Um dia, o sangue de Jesus foi desprezado, vilipendiado; hoje, na Eucaristia, adoremo-lo e o tomemos como força e vida, que nos restaura, fortalece e vivifica agora e para todo o sempre.