Artigo
Não podes vigiar uma hora comigo?
......
No Tabor, Pedro, mesmo cansado e com sono, fica deslumbrado e pede a Jesus para ficar ali. No jardim das Oliveiras, Pedro simplesmente dorme. Jesus naquele momento doloroso se apresenta como um homem esmagado pela dor. Nessa hora os discípulos simplesmente dormem.
Por três vezes, Jesus sai da sua oração e procura consolo junto aos apóstolos, mas fica decepcionado. Pedro, que dissera que morreria com Jesus (Lc 22,33), agora que não está mais no monte Tabor, dorme tranquilamente.
O pedido de ajuda, de presença é inútil, pois a resposta é a indiferença do sono.
Hoje como ontem, Jesus nos pede a consolação de uma presença amiga, porque hoje como ontem, ele é condenado à morte. À morte do desprezo, à morte da ingratidão, à morte cruel da crucifixão, à morte da traição e da negação.
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E hoje como ontem, Jesus passa por momentos tristes de decepção, de negação, de traição, e pede a nossa presença. É claro que a natureza humana de Jesus está profundamente ligada à sua natureza divina, mas isto não quer dizer que ele não ame nossas pobres e fracas consolações.
Por isso, Jesus fica alegre, satisfeito com nossas visitas ao Santíssimo Sacramento.
O Papa São João Paulo II, como todo Papa, tinha uma agenda diária tremendamente cheia, mas, nem por isso, ela o impedia de celebrar sua santa missa, de rezar seu ofício divino e de visitar o Santíssimo Sacramento pelo menos seis vezes ao dia.
Jesus Cristo, simplesmente, ama os nossos pequenos atos de amor!