Artigo
... Uma ceia carregada ...
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A chamada última Ceia do Senhor, numa quinta-feira, antevéspera da sua morte, foi muito carregada e cheia de tristeza. Jesus sabia de tudo o que ia acontecer, como ele já prevenira os seus apóstolos, mas ali, naquela ceia, o que lhe doía muito era a traição de Judas Escariotes. Traição que era o símbolo e o começo de todas as traições do mundo, a partir daquele doloroso momento de sua paixão.
"Um de vós há de me trair", disse Jesus. E Judas, com a maior cara de pau, ainda falou, conforme consta nas escrituras. “Então Judas, o traidor, perguntou: Mestre, serei eu? Jesus lhe respondeu: Tu o dizes" (Mt 26, 25). Essa traição e também a negação de Pedro carregaram pesadamente aquela a última ceia do Senhor. Certamente não só Jesus, mas também seus apóstolos ficaram sumamente abatidos e pesarosos naquela ceia derradeira.
Mas não foi só a tristeza que pesou na ceia da quinta-feira, mas também, pelo lado positivo, o amor de Jesus pelos apóstolos e por todos nós. Esse amor que se manifestou, claramente, na instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, dois atos de profunda doação.
Na hora em que Jesus sofria com a proximidade de sua paixão, com a traição de Judas e a negação de Pedro, seu amor falou mais alto e ele abriu seu coração cheio de amor misericordioso para nos dar dois grandes presentes: a sua presença real e fortalecedora na Eucaristia e a continuação de sua missão santificadora no sacerdócio humano.
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Ceia carregada de tristeza, mas sobretudo carregadinha de amor para com todos nós pelos séculos afora, amém!