ARTIGO
O papa nos dois últimos concílios ecumênicos
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Vamos agora examinar os dois últimos grandes concílios ecumênicos, isto é, o Concilio Vaticano I (08/12/1869-20/10/1870) e o Concílio Vaticano II (1962-1965).
O Concílio Vaticano I é considerado, por justa razão, como um concílio especial sobre o papado. Com efeito, foi neste concílio que foi promulgada a Constituição Dogmática "Pastor Aeternus”, sobre a Igreja de Cristo, na quarta sessão, aos 18 de julho de 1870.
Enquanto que o Vaticano I foi um concílio dogmático, isto é, um concílio no qual se expôs e se aprovou uma doutrina dogmática sobre o Papado, o Vaticano II foi um concílio de índole pastoral e, como tal, não apresentou explicitamente, nenhuma definição dogmática, todavia deixou, nos seus decretos, constituições e vários outros documentos uma aplicação clara e definida de toda a doutrina teológica da Igreja sobre o Romano Pontífice.
Podemos até dizer que, o Vaticano II, mais do que qualquer outro concílio, insistiu no primado pontifício como uma doutrina baseada em toda a teologia e em toda a práxis da Igreja católica.
Os dois últimos concílios ecumênicos, sobretudo o Vaticano I, são de suma importância, porque eles revelam o pensamento da Igreja, após muitos séculos de existência, com muitos debates e estudos.
Mas, examinemos, primeiramente, os pontos fundamentais teológicos apresentados pelo Vaticano I e, depois, comentaremos os pontos marcantes do Vaticano II.
