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ARTIGO

Esperávamos!

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A história dos discípulos de Emaús
A história dos discípulos de Emaús | Foto: Reprodução/Oratorio São luiz

Lendo e meditando bem os capítulos dos Evangelhos, que narram o que aconteceu após a ressurreição de Jesus, duas figuras me chamam a atenção e dois fatos me atraem. As duas figuras são Tomé e Madalena e os fatos são a história dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-32) e a pesca milagrosa no lago de Genesaré (Jo 21, 1-19). A narrativa dos discípulos de Emaús conta-nos um fato antigo, mas que descreve muito bem o que acontece ainda hoje entre os atuais seguidores de Jesus Cristo. Os dois discípulos, apesar de terem visto e ouvido tantas coisas bonitas e sérias de Jesus e sobre Jesus, logo caíram na fraqueza do desânimo, abandonaram o grupo e foram embora, voltaram atrás.

É curioso que, mesmo com a presença de Jesus, que eles já não reconhecem mais, eles professam seu estado de espírito de tristeza, decepção e desencanto. Vejam o verbo e o tempo do verbo que usam: “Esperávamos!”. É como se dissessem que foi tudo uma esperança falida, uma espécie de ilusão. Enquanto Jesus estava vivo, enquanto Jesus fazia milagres, enquanto tudo parecia correr para o sucesso, estava tudo muito bom; mas, no momento em que Jesus é preso e assassinado, no momento em que parece que Jesus fracassou, pois morreu e ninguém tem certeza ainda de que ele está vivo, no momento em que é preciso viver da fé, então vêm o desânimo e a volta à vida anterior.

Não é isso que acontece com muitos cristãos nos dias atuais? Ouvem falar de Jesus, são educados na igreja, recebem os sacramentos, participam do culto mas, de repente, num momento em que é preciso viver da fé, todo o passado religioso desaparece e Jesus e seu evangelho vão embora; tudo é abandonado.

O que esperavam esses cristãos, que não tinham uma fé firme, mesmo com a fraqueza humana? Nunca digamos “esperávamos”. Digamos “sim, temos certeza de que Jesus está vivo!”.

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