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Turismo registra retra��o ap�s enchente

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A repercussão das imagens da destruição provocada pela enchente que afetou Alagoas no mês de junho quase provoca grandes estragos, também, num setor da economia que, a princípio, não foi afetado pela força das águas: o turismo. O cenário devastado de cidades alagoanas foi mostrado por todo o mundo, e assim como despertou o senso de solidariedade na ajuda necessária aos desabrigados, também gerou dúvidas em quem programava a viagem de férias, provocando uma certa retração no mercado. O quadro que se desenhou nos dias que sucederam a tragédia deixou apreensivos empresários, governo e trabalhadores que atuam no setor de turismo no Estado. Até mesmo operadoras e agências de outros estados, segundo a diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih-AL), Tereza Bandeira, entraram em contato, demonstrando preocupação e se oferecendo para ajudar os agentes de turismo do Estado a contornar essa situação. Desafio de setor é mostrar que litoral não foi atingido Os estragos que as águas causaram à imagem do turismo em Alagoas foram incontestáveis. Houve um pânico imediato, muita especulação, e o mercado ficou apreensivo. A relação entre as imagens da destruição no Estado, com Maceió e os polos turísticos que são a referência de Alagoas em outros estados, é inevitável. E reverter essa sensação de que tudo foi destruído, sem minimizar o tamanho do desastre que realmente aconteceu no interior do Estado, é o grande desafio do setor. É nisso que têm trabalhado empresários, entidades representativas dos segmentos da cadeia de turismo e gestores públicos. Secretarias de Turismo Estadual (Setur-AL) e do Município (Semptur), entidades como Abih, Abav, Maceió Convention & Visitors Bureau (MCVB) e todo o trade turístico, intensificaram ações de divulgação permanente nos principais mercados emissores ? regiões Sul e Sudeste do Brasil, assim como Argentina, Itália, Portugal e Chile, a fim de manter o fluxo de turistas em alta. Quem manteve viagem diz que não se arrependeu Este ano, a temporada de julho começou com a chegada ao aeroporto de Maceió de voos charters lotados, trazendo, só na primeira semana, mais de dois mil turistas de várias partes do Brasil, como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba e Porto Alegre. Segundo dados da CVC, só os 95 voos fretados pela operadora vão fechar o mês com a marca de 11.704 passageiros desembarcados em Maceió. ?Quem superou essa questão, sem desistir da viagem, veio e se encantou com Alagoas, porque mesmo num período chuvoso, sempre temos dias de sol, e alternativas para os dias de chuva?, diz a secretária Cláudia Pessôa.

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