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Avia��o executiva ganha for�a no Brasil

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São Paulo, SP ? O Brasil se transformou em um dos principais mercados para a aviação executiva, depois de passar quase incólume pela crise do setor. Ícone dos excessos que levaram à crise financeira global, a aviação executiva encolheu em 2009 ? a receita mundial caiu de US$ 23 bilhões para US$ 17 bilhões. No Brasil, ao contrário, o setor cresceu 12% em 2009, em volume de entregas, e caminha para registrar uma alta de 18,9% este ano. Não existem números oficiais de faturamento do setor no país. Essa demanda aquecida fará da Labace, feira internacional de aviação executiva, que acontece até hoje no aeroporto de Congonhas, a segunda maior do mundo em termos de público. São esperados 15 mil visitantes, que poderão ver de perto, e entrar, em 56 aeronaves. Setor contesta imagem de artigo de luxo A aviação executiva brasileira quer mudar a imagem de que jato é artigo de luxo, como barcos e carros esportivos. ?O setor precisa se reposicionar e mostrar sua importância não como segmento de luxo, mas como um mecanismo para alavancar a capacidade empreendedora do brasileiro?, diz o presidente da Abag, Fernando Lyra. ?Enquanto a aviação comercial chega a 124 cidades, a aviação geral chega a 3.500 municípios?, explica ele, que lançou semana passada a campanha Aviação Geral: Vetor de Desenvolvimento e Inclusão social. Empresas enfrentam a concorrência O crescimento vigoroso do setor aéreo no País tem estimulado o apetite das companhias estrangeiras pelo mercado brasileiro, aponta um levantamento feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Das 58 novas rotas internacionais autorizadas este ano, apenas 11 foram alocadas para as companhias nacionais TAM e Gol. Enquanto as empresas brasileiras expandiram em 43% suas operações para o exterior de 2003 para cá, as estrangeiras cresceram 76,9%. ?As empresas nacionais têm perdido participação principalmente nas ligações de longo curso, como para os Estados Unidos e a Europa?, diz Elton Fernandes, professor da Coppe/UFRJ e presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA). ?No início da década, existia um equilíbrio. As companhias brasileiras detinham cerca de 50% do mercado internacional, com liderança da Varig, antes do seu colapso?, explica o pesquisador.

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