loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Usinas ter�o certificado para negociar cr�ditos de carbono

Ouvir
Compartilhar

São Paulo - Três usinas sucroalcoleiras do Estado de São Paulo receberam certificação de uma auditoria alemã para negociar créditos de carbono no mercado internacional a partir da energia produzida com o bagaço da cana-de-açúcar, informaram as empresas na terça-feira. As usinas vão produzir energia elétrica a partir do álcool, num processo de geração que não utiliza combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Com isso, liberam uma menor quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, o que permite às empresas negociar a diferença de emissão de poluentes entre os dois processos - o que gera os chamados créditos de carbono. ?Parece filme de ficção, pois neste processo exportamos ar limpo através dos títulos de carbono?, afirmou Maurílio Biagi Filho, presidente da Usina Moema, na região de Sertãozinho, uma das usinas que receberam o certificado. Com a possível ratificação do Protocolo de Kyoto, os países mais industrializados se comprometerão a reduzir a emissão de dióxido de carbono para níveis iguais aos do começo da década de 90. O país ou empresa que não conseguir atingir a cota poderá equilibrá-la comprando créditos de carbono no mercado. ?No momento, prováveis compradores são países e empresas que acreditam na ratificação do protocolo. Países como a Holanda, Inglaterra e Dinamarca já negociam os títulos. Nos Estados Unidos, os Estados de Massachusetts e Oregon possuem leis para a redução de emissão e empresas locais poderão negociar os títulos?, afirma Marcelo Junqueira, consultor da Econergy Brasil, prestadora de consultoria a empresas interessadas em emitir esses créditos. ?Mas ainda existem detalhes em relação à contabilização e à monitorização (dos créditos) para haver de fato um mercado de troca?, afirma o consultor. Apesar da incerteza em relação aos rumos do protocolo na esfera global, as usinas estão entusiasmadas com a possibilidade de gerar mais uma fonte de recursos, além da produção de álcool. ?Segundo o Banco Mundial, os títulos podem valer em torno de US$ 5 a US$ 20 por tonelada de dióxido de carbono, mas existem acordos nos quais quantias menores são oferecidas. Os interessados oferecem pouco porque sabem que, quando o protocolo de Kyoto for ratificado, os créditos vão valer muito?, declara Biagi.

Relacionadas