Economia
Inovar para crescer e conquistar mercado
Inovação tem sido uma das palavras-chave para vencer a competitividade e os desafios no mundo moderno. Cada vez mais as empresas buscam o diferencial no novo, seja na mudança de conceito, seja no ineditismo da ideia; seja na tecnologia empregada na produção ou na funcionalidade do produto. É nisso que reside a essência de tecnologia inovadora. Na regra geral, inovação sempre rima com invenção, e não faltam, por aí, boas ideias que prometem mudar comportamentos ou tornar mais prático e eficiente o modo de produção. Mas para que uma boa invenção se torne, de fato, algo inovador, é preciso ir além e escalar um degrau cujo conceito ganha cada vez mais espaço no universo competitivo: o empreendedorismo. Incubadoras dão apoio a empresas que estão nascendo As incubadoras de empresas são espécies de berçários que abrigam projetos inovadores desde o seu nascedouro, estimulando o seu crescimento, apoiando e fortalecendo a sua estrutura por meio de diversos mecanismos protetores, que vão desde a capacitação para a gestão, aprimoramento tecnológico, até acompanhamento e consultoria jurídica e administrativa, por meio de parcerias com instituições de pesquisa e conhecimento, como as universidades, o CNPq e o Finep, e de fomento, como o Sebrae e o BNB, dentre outras. Nas incubadoras, as empresas passam de dois a três anos se preparando para enfrentar o mundo competitivo com as próprias pernas. Nesse ambiente, elas contam com importante suporte estrutural, que na maioria dos casos envolve espaço físico, incluindo fornecimento de água, energia elétrica, internet, mobília, segurança e zeladoria, a custo irrisório. Ideias geniais começam a ganhar corpo Duas das incubadoras existentes no Estado ? que já teve 17 em funcionamento, e hoje tem menos de 10 ? estão abrigadas no ambiente da Ufal: a Incubadora de Empresas de Alagoas (Incubal) e o Núcleo Espaço Gente (NEG). Juntas, as duas agregam, atualmente, 16 empreendimentos inovadores em tecnologias científicas (onde se enquadram os projetos de biotecnologia, engenharia, agronomia e informática) e tecnologias sociais (que envolve ONGs e cooperativas que atuam no raio de consultoria empresarial, gestão de conhecimento e negócios socio-culturais). Todas essas empresas (são 13 incubadas e 3 pré-incubadas) envolvem, diretamente, mais de 80 profissionais e bolsistas, segundo informou o gerente das Incubadoras da Ufal, Josilan Paulino Barbosa. Algumas delas já tiveram projetos aprovados inclusive fora do Estado, a exemplo da Maiêutica Consultoria, que trabalha com o Sebrae nacional, desenvolve projetos de educação continuada em algumas prefeituras, também fora do Estado e já ensaia colocar o pé fora do País. Alambique de conhecimento e pesquisa No Alambique Nunes e Góes, empresa processadora de cachaça envelhecida que funciona, também, como empresa incubada na Universidade Federal de Alagoas, o professor João Nunes e sua esposa, professora aposentada Ana Maria Góes, guardam em barris de madeira ou em garrafas e embalagens bem elaboradas, prontas para ganhar o mercado, a cachaça Nunes e Góes. Aguardavam, para estes dias, como mais uma conquista nesse projeto que começou há mais dez anos, a primeira nota fiscal, passaporte para as transações comerciais com o mercado distribuidor de bares, restaurantes e supermercados, que fazem elo com o consumidor.