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Nº 5709
Economia

Alagoano consome “galinha velha” sem saber

Com uma fiscalização precária e regras mais flexíveis Alagoas está se transformando numa espécie de lixeira da avicultura. Para aqui estão vindo clandestinamente produtos cuja comercialização é proibida em outros Estados, como Pernambuco e Paraíba, a exem

Por | Edição do dia 01/09/2002 - Matéria atualizada em 01/09/2002 às 00h00

Com uma fiscalização precária e regras mais flexíveis Alagoas está se transformando numa espécie de lixeira da avicultura. Para aqui estão vindo clandestinamente produtos cuja comercialização é proibida em outros Estados, como Pernambuco e Paraíba, a exemplo da chamada “galinha velha”, desaconselhada para consumo humano em função dos muitos antibióticos que toma para estimular a produção e carcaças de frango congeladas também condenadas para consumo humano. A denúncia é do presidente da Associação dos Avicultores do Estado de Alagoas, Álvaro Vasconcelos. Segundo ele, além dos riscos para a saúde pública, a concorrência desigual está “quebrando” muitos produtores e gerando desemprego no Estado. Produção Para contornar esse problema os avicultores estão recorrendo ao governo do Estado. Na última quinta-feira foi entregue à Secretaria da Agricultura um documento expondo a situação e solicitando que a fiscalização nas divisas de Alagoas seja intensificada. O compromisso foi firmado mas a solução não é imediata. Uma nova turma de concursados – fiscais de tributos – está entrando no Estado e já vai começar a atuar. Segundo Vasconcelos, Alagoas produz 40% do frango consumido aqui. Os 60% restantes vêm de outros Estados e é nesse percentual que entra grande parte dos produtos clandestinos. Ele diz que a galinha velha e a carcaça de frango congelada chegam a um preço bem abaixo do que os produtos internos, aviltando o mercado e criando uma concorrência desigual e desleal. “Esse pessoal, além de vender produtos condenados para o consumo humano, não paga impostos. Como competir dessa maneira”, indaga. O pior, segundo ele, é que essa irregularidade, favorecida pela falta de fiscalização, vem ocorrendo também com a carne de suínos e bovinos. “O que eles não podem vender em outros Estados vizinhos trazem para cá, com facilidade de entrar e comercializar, prejudicando a produção local”, conclui.

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