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Censo deve mostrar cidades menores

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A coleta de informações do Censo Demográfico de 2010, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde o dia 1° de agosto, está se encerrando neste domingo (31). E os resultados que se consolidam nas atualizações diárias dos mapas estatísticos, estão deixando muitos gestores apreensivos com a possibilidade de prejuízos nas finanças públicas, com quedas significativas na receita, já a partir do próximo ano, por causa da redução nos números da população. Na última terça-feira, durante a sessão da Câmara Municipal de Maceió, o vereador Francisco Hollanda demonstrou preocupação com os números do Censo, que revelavam, naquela ocasião, a possibilidade de a população de Maceió, que muitos já acreditavam estar acima de 1 milhão de habitantes, ficar abaixo da estimativa do ano passado ? 936.314 habitantes. Até a última a sexta-feira (29) os números divulgados pelo IBGE confirmavam essa tendência, com 916.442 pessoas recenseadas, mas a contagem ainda não estava concluída. Apenas 24 municípios devem superar estimativa A preocupação dos prefeitos alagoanos faz sentido. Os números do Censo constituem a principal fonte de dados sobre a situação de vida da população, e é com base nessas informações que são definidas políticas públicas nas esferas nacional, estadual e municipal e até mesmo, em muitos casos, investimentos da iniciativa privada. E muito mais do que revelar quem somos, quantos somos, onde estamos e como vivemos, neste país de dimensões continentais e repleto de desigualdades sociais chamado Brasil, os dados populacionais do Censo do IBGE constituem, também, a principal referência para o cálculo de repasses de recursos federais para Estados e municípios, e para investimentos em escolas, hospitais, obras de infraestrutura e outros equipamentos públicos necessários para atendimento às demandas da população em cada localidade. Migração pode explicar redução populacional As diferenças entre a estimativa e os números reais, na avaliação de coordenadores do Censo do IBGE, podem ser discutidas, se houver dúvidas dos prefeitos, lembrando, sempre, que os números de referência são resultado de estimativas matemáticas e não de contagens efetivas. ?Mesmo assim, não encontramos grandes distorções entre a estimativa e os dados da coleta, exceto em alguns casos, como o município de Atalaia, que caiu muito. Mas no Estado essa diferença deve ficar entre 1% a 1,5%?, diz o coordenador operacional do censo em Alagoas, Carlos Augusto Menezes. No próprio site do IBGE está a explicação de que a estimativa de domicílios ocupados a serem recenseados, por exemplo, foi elaborada para fins de planejamento do Censo 2010 e tomou por base o número médio de 3,3 moradores por domicílio e apopulação estimada para o ano de 2009 e, portanto, ?contém graus diferenciados de imprecisão decorrentes da localização geográfica de cada município, podendo apresentar sub ou superestimação?. Resultado preliminar sai na quinta A partir desta segunda-feira (1º) o trabalho do IBGE será no sentido de finalizar os dados que serão disponibilizados, de forma preliminar, no próximo dia 4, no Diário Oficial da União. A partir daí, e até o dia 20, as prefeituras podem e devem tirar suas dúvidas e, se considerarem procedente, requerer a revisão dos dados ao IBGE. Os números definitivos das populações, segundo Carlos Augusto, devem ser divulgados pelo IBGE no dia 27 de novembro. O chefe do IBGE em Alagoas, Alberto Ramos, aconselha os gestores públicos que tenham dúvidas sobre os números ou a metodologia do censo a procurarem o IBGE e apresentarem seus argumentos, caso pretendam uma revisão. ?Primeiro, vamos explicar como é realizado o censo, a metodologia utilizada este ano, e discutir possíveis problemas, ou fatores que possam ter contribuído para possíveis mudanças. Se houver fundamento para alguma possibilidade de erro, pode, sim, ser feita uma revisão?, diz ele.

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