Economia
C�mbio n�o � preocupa��o a curto prazo, diz pesquisa
São Paulo, SP ? Enquanto a indústria tem protestado e tentado tomar medidas contra a valorização do real frente ao dólar e o impacto sobre sua atividade, o setor financeiro não considera que isso represente uma grande preocupação, pelo menos no curto prazo. É o que detectou a Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, realizada entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro com 30 instituições bancárias. Segundo explicou em entrevista coletiva online o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, as instituições consultadas acreditam que, no curto prazo, o real valorizado acaba por atrair os dólares que ajudam a financiar o deficit em conta corrente. ?O ambiente externo, de forma geral, está contribuindo para combater a inflação e financiar o déficit da conta corrente?, diz Sardenberg. De acordo com os 30 bancos consultados para a pesquisa da Febraban, o saldo nas transações correntes neste ano deverá fechar negativo em US$ 49,9 bilhões. Para o ano que vem, a previsão média das casas consultadas aponta para um déficit de US$ 64,3 bilhões. IPCA deve fechar ano em 5,2% A despeito de projetarem elevação da taxa de juros (Selic) para o próximo ano, dos atuais 10,75% para 11,25%, os 30 bancos que participaram da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado estimam inflação de 5,2% para este ano e de 4,9% para 2011, pelo IPCA, e de 9,8% e 5,2%, pelo IGP-M, pela ordem. Este cenário se dará dentro de um ambiente em que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá se expandir a taxas de 7,5% neste ano e de 4,5% no ano que vem. ?O quadro macro é de crescimento econômico, que se consolida com maior preocupação com as trajetórias de inflação e fiscal no final de 2010 e 2011?, afirma o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg. Banco mantém projeção econômica A decisão do Copom que manteve a taxa básica de juros em 10,75% ao ano, não alteraram as projeções macroeconômicas e financeiras dos bancos ouvidos pela Febraban A última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, bem como o conteúdo da ata da mesma reunião que manteve a taxa básica de juros em 10,75% ao ano, não alteraram as projeções macroeconômicas e financeiras dos bancos. Foi que o que deixou claro a Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, feita entre os dias 18 de outubro e 1º de novembro com 30 instituições bancárias. Todas as casas afirmaram que não tiveram suas projeções alteradas pelo Copom e pela ata.