Economia
Faltam helic�pteros e m�o de obra para atuar no pr�-sal
Rio de Janeiro, RJ ? A exploração de petróleo no pré-sal pode esbarrar num gargalo que vem dos ares. Estima-se que a demanda por helicópteros que transportam passageiros até as plataformas em alto-mar (offshore) dobre em cinco anos, quando a mais promissora fronteira petrolífera brasileira estará em plena operação. Hoje, são cerca de 140 aeronaves, segundo a Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros. Com isso, a tripulação de 700 pilotos que atuam no segmento terá de crescer na mesma proporção. O que poderia ser uma oportunidade de emprego, porém, pode se tornar um problema por duas razões: tempo e custo de formação de mão de obra, o que já está levando o Congresso a analisar a possibilidade de importação de pilotos. Petrobras exige pilotos experientes Na prática, porém, o rigor é bem maior. Clientes como a Petrobras exigem dos comandantes três mil horas de voo, o que dificilmente é atingido em menos de cinco anos. ?Em caso de aumento expressivo da demanda, pode não haver pilotos suficientes, devido ao longo prazo de formação?, diz Júnia Hermont, diretora superintendente da Líder. ?Estamos formando uma nova geração de pilotos agora. Mas, para atender o nível de exigência dos clientes, eles deveriam ter começado há mais tempo?, corrobora o chefe de pilotos da BHS, Sérgio Mauro Bomfim Praça, há 40 anos no mercado. Há ainda mais um detalhe: das três mil horas de voo, 500 devem ter sido feitas em helicópteros de porte equivalente ao que o profissional vai pilotar. Como os equipamentos grandes eram raridade no Brasil, a maior parte dos pilotos brasileiros, mesmo os experientes, não podem comandar os novos S-92.