Economia
Ministro descarta renegociar d�vida
Anunciada como uma das prioridades do governador reeleito Teotonio Vilela durante a campanha para se manter no comando do Estado, a renegociação da dívida com o governo federal pode frustrar a expectativa de quem acreditou que Alagoas se livraria de um débito que sufoca asfinanças públicas. São R$ 7 bilhões de dívida contraída ao longo de vários governos, o que obriga o Estado a desembolsar todo mês R$ 45 milhões para pagar o que deve, sendo R$ 12 milhões somente de juros e encargos. São R$ 540 milhões todo ano. O governador Teotonio Vilela está pronto para ir a Brasília conversar com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Tentar convencê-la de que não dá mais para sustentar tal situação, no entanto, antes mesmo de embarcar para a capital federal já teve o que pode ser um prenúncio de que ainda não será dessa vez que o governo federal está disposto a renegociar um débito que foi contraído pelos próprios Estados. Governo quer trocar juros por investimentos O secretário adjunto do Planejamento, Antonio Carlos Quintiliano está convicto de que a renegociação da dívida é o único caminho para ajudar Alagoas, considerado um dos Estados mais pobres na escala econômica e social do País. Apesar da condição de ?filho pobre?, segundo ele, o Estado é penalizado pelo governo federal com uma das mais elevadas taxas de juros pagas para amortizar a dívida. ?Enquanto pagamos 7,5% de juros, mais o IGPDI, os demais Estados pagam em média 6%?, afirmou. Segundo o secretário isso ocorre porque Alagoas foi o último a negociar sua dívida. ?Não tinha mais garantia nenhuma a oferecer. Nossa dívida foi negociada nas piores condições possíveis e as consequências também?, ele diz. O que o governo quer, afirma o secretário, não é dá calote, nem moratória da dívida, mas renegociar para investir no Estado.