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Nº 5756
Economia

Tarifas ficar�o mais caras com fim da cumulatividade do PIS

O fim do “efeito cascata” na cobrança do PIS, a partir de dezembro, pode refletir no aumento de tarifas de serviços controlados pelo Poder Público, na avaliação de especialistas. O setor energético recebeu bem a notícia do fim da cumulatividade do PIS/Pas

Por | Edição do dia 03/09/2002 - Matéria atualizada em 03/09/2002 às 00h00

O fim do “efeito cascata” na cobrança do PIS, a partir de dezembro, pode refletir no aumento de tarifas de serviços controlados pelo Poder Público, na avaliação de especialistas. O setor energético recebeu bem a notícia do fim da cumulatividade do PIS/Pasep, ao contrário das empresas de telecomunicações, que serão mais oneradas. Em ambos os casos, o consumidor deverá ser prejudicado com o aumento das tarifas, avaliam especialistas. O consultor Stefano Bridelli, diretor da Bain & Company, considera que o aumento da incidência de PIS/Pasep restringirá o crescimento pretendido pelas empresas de telecomunicações. “Como conquistar mais clientes, principalmente nas camadas populares, se os preços estiverem mais altos?” A notícia foi bem recebida pelo setor energético, especialmente no que se refere ao Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE). Para o presidente da Associação Brasileira das Comercializadoras de Energia Elétrica, Walfrido Ávila, embora a Medida Provisória (MP) tenha elevado a alíquota do PIS/Pasep, a decisão de que a cobrança será feita uma única vez, somente na liquidação final, a cada mês, é bastante positiva. “Numa primeira análise, não há repercussão negativa. A pior ameaça era de que a tarifa incidisse em todas as operações, em cascata, encarecendo a energia e inviabilizando o negócio. Com a cobrança mensal, nossas necessidades foram atendidas”. Quem pagará mais caro é o consumidor. Como a margem de lucro das distribuidoras de energia é muito pequena, segundo Ávila, não há como absorver o aumento de custos sem repassá-lo ao usuário final. Para as indústrias de alimentação, a MP será benéfica, já que o setor terá crédito de 70% do valor do imposto ao adquirir matérias-primas de pessoas físicas. Representantes da indústria de trigo disseram que a decisão compensa o aumento da alíquota.

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