Economia
Tombini sinaliza intervencionismo
Brasília, DF ? Alexandre Tombini foi aprovado ontem (7) pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para ocupar a presidência do Banco Central no governo Dilma Rousseff. Atual diretor de Normas, o economista gaúcho, ao tratar do real valorizado ? uma das maiores dores de cabeça da equipe econômica ? mostrou ter uma posição mais claramente intervencionista do que de seus antecessores no comando da autoridade monetária, evidenciando, pelo menos nesse ponto, um maior alinhamento com o Ministério da Fazenda. ?Não podemos deixar que políticas de outros países determinem a direção dessa importante variável da economia que é o câmbio?. Desde a adoção desse regime em 1999, as principais autoridades do BC têm defendido uma oscilação livre das cotações do dólar no Brasil. Quem compartilha dessa visão acredita que eventuais desequilíbrios no câmbio ou nas contas externas são corrigidos naturalmente pelo mercado com o tempo. Ontem), porém, Tombini deu sustentação teórica para uma postura mais ativa do governo na política cambial. Ficou claro que, para ele, o sistema de câmbio é flutuante, mas essa flutuação deve refletir os fundamentos da economia e não simplesmente os movimentos erráticos do mercado financeiro.