Economia
Medidas devem estimular infraestrutura
Brasília, DF ? Pessoas físicas e investidores estrangeiros contarão com isenção do Imposto de Renda (IR) para aplicar em papéis privados (debêntures) destinados a financiar investimentos de longo prazo. As empresas nacionais terão tributação reduzida. Esse é o centro do pacote de medidas anunciadas ontem (15) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A renúncia fiscal para os estrangeiros será da ordem de R$ 60 milhões ao ano. O pacote também prevê uma série de iniciativas para incentivar a formação de um mercado secundário para os papéis privados, medida importante para dar mais liquidez e atrair mais investidores. ?Os grandes projetos voltaram e hoje o País tem projetos que exigem financiamentos de 20, 25, 30 anos?, comentou o ministro. Ele acrescentou que, num primeiro momento, o setor público forneceu esse tipo de empréstimo por meio do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). ?Agora, queremos que o setor privado possa repartir essa possibilidade com o BNDES.? Pacote supera expectativa de entidades | TONI SCIARRETTA - Folhapress São Paulo e Brasília ? Recebido como pré-estreia do governo Dilma Rousseff, o pacote de estímulo aos financiamentos de longo prazo superou as expectativas até das entidades que patrocinaram os estudos para desonerar o investimento em infraestrutura e na construção. Havia dúvidas se o governo estava disposto a abrir as portas para o estrangeiro, com receio do impacto no câmbio. As medidas, porém, foram generosas e o estrangeiro terá isenção total nos ganhos com as aplicações e uma alíquota menor, de 2%, no IOF quando traz o dinheiro ao país. O governo aproveitou ainda para retirar antigas amarras do mercado, como o IOF para aplicações de menos de 30 dias.