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A um passo do mercado externo

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Nos primeiros dias deste mês de janeiro a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) vai anunciar os nomes das seis empresas alagoanas selecionadas para o programa Exporta Alagoas, realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A ação, que vem sendo conduzida por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL/AL) e do Centro Internacional de Negócios (CIN/AL), integrantes do sistema Fiea, é voltada para associações, cooperativas e micro e pequenas empresas alagoanas dos ramos têxtil e de confecções, devidamente formalizadas, que serão preparadas para alavancar sua competitividade no mercado nacional e conquistar espaço no mercado internacional. Segundo a gerente do CIN, Cristine Ramires, mais de 40 núcleos empresariais (individuais ou associativos) se candidataram, dos quais, seis serão escolhidos. Durante um ano esses empresários serão preparados, e ao término do programa, pretende-se que cada um dos participantes tenha o seu plano de exportação e todos estejam aptos para atuar no mercado internacional. Indústrias de confecção empregam 5 mil no Estado Alagoas tem cerca de 700 pequenas indústrias de confecções espalhadas por todo o Estado. Só em Maceió, elas são mais de 320, e geram cerca de 5 mil empregos formais, segundo informação do presidente do Sindivest/AL, empresário Francisco Acioli. Para ele, a qualidade de produção de boa parte das fábricas alagoanas em nada é inferior à de grandes marcas que são expostas nas vitrines de lojas e boutiques de alto padrão. No entanto esses empresários enfrentam, ao longo dos anos, dificuldades em estabelecer sua marca na preferência dos alagoanos. ?Tem empresa que vende para várias partes do Brasil, e não consegue vender bem aqui. É cultural ? uma cultura que precisa ser repensada. Em geral, o pessoal daqui não quer vender a marca local?, diz ele. Segundo Acioli, alguns empresários so setor de vestuário em Alagoas, têm 70% de sua clientela fora do Estado. Fábricas irão se instalar em Polo de Confecção de Murici Na oficina da fábrica Ideias do Sol, o detalhe de renda renascença (típica do artesanato local) faz toda diferença no maiô branco e no biquini amarelo. Os moldes de sungas, shorts, saídas de banho, desenhados pela estilista Kelly Acioli, filha de Francisco Accioli, são cortados pela mãe, Goretti Acioli. Os modelos vão ganhando detalhes com produtos da terra. Uma renda de renascença aqui, um detalhe de filé alí. ?Ninguém faz filé igual às nossas rendeiras. Então, temos que valorizar uma peça com esse conceito do filé alagoano?, destaca Francisco. O negócio foi iniciado há cerca de 20 anos, por iniciativa de sua esposa e filha, como uma produção caseira, exercitando a vocação e o gosto pela costura. Hoje, a pequena fábrica emprega entre 10 e 12 pessoas na confecção de peças que já têm mercado no Paraná, em Santos (SP), Camboriú (SC), e vez por outra é apresentada ao mercado internacional, pelas mãos de algum cliente, que gosta e leva peças para vender em outros países.

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