Economia
Orelh�es perdem espa�o para celulares
Com a expansão da telefonia móvel no Brasil os tradicionais telefones públicos, os ?orelhões?, instalados em praças, ruas, avenidas e outros espaços de uso comum nas cidades brasileiras, estão cada dia mais caindo em desuso. Sem o interesse das empresas de telefonia em mantê-los em funcionamento devido aos custos, e com o abandono dos usuários que preferem utilizar os celulares para fazer chamadas de curta e longa distância, o orelhões estão desaparecendo das paisagens urbanas. Mesmo assim, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estima que em Alagoas 16.042 telefones públicos estejam instalados em diversos pontos do Estado. Deste montante, 15.458 aparelhos fazem ligações de longa distância, 9.509 ligações internacionais e 13.487 permanecem em atividade por 24 horas; ainda há 50 unidades adaptadas para deficientes físicos e 73 adaptados para deficientes que apresentam problemas na audição e na fala. Vendas de cartão telefônico despencam Quem também vem percebendo o desuso dos telefones públicos são os comerciantes que vendem cartões telefônicos. Na banca de revista a vendedora Josy Calheiros sentencia que em breve os orelhões não mais existirão. ?A proporção de venda de créditos para celulares e cartões telefônicos é de 15 para 1. Vendemos cerca de 15 bilhetes para celular para 1 cartão. Com isso, acredito que breve os orelhões vão acabar. Não terão mais sentido porque todo mundo já tem celular e prefere falar nele do que procurar um orelhão que funcione?. Quem também sente o efeito da substituição das ligações dos orelhões públicos pelos contatos via celular é o vendedor ambulante Gerson Luiz. ?A cada ano as vendas de cartões de telefone caem. Atualmente não vendo nem 10% do que vendia em um dia de trabalho em 2002. Hoje, quem compra cartão e usa telefone público são mais os idosos e as pessoas que vêm do interior. Os mais jovens só compram crédito de celular mesmo?, revela Gerson. Preços de tarifas são variáveis A tarifação nos valores das ligações de celulares e orelhões possuem tantas variáveis ? que levam em consideração horários, planos, tempo, distância e diversas outras composições ? que estimar qual serviço sai mais em conta para o bolso do consumidor é uma missão quase que impossível. Os cálculos são reais, mas tentar desmistificá-los de uma ligação para outra exigira tempo, paciência e habilidade. Pelo menos é isso que expõe as informações sobre preços e tarifas presentes no portal da Anatel. Por telefone, a assessoria de comunicação Agência considerou mito a crença de que as ligações por telefones públicos são mais baratos. O valor de um crédito no cartão para uso em aparelho público custa em média 0,1230 centavos.