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Produtos made in AL ganham o mundo

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O zoneamento industrial de Alagoas divulgado em 2007 (pesquisa mais recente) pela Federação da Indústria do Estado de Alagoas (Fiea) indicava o quantitativo industrial: 3.339 unidades distribuídas pelos 102 municípios e que geram 72.903 empregos diretos, dos quais 31,15% estão concentrados em Maceió. Pouca coisa parece ter mudado desde então no setor que contribui com aproximadamente 30% para a formação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no torrão caeté. Negócios sem qualquer relação com o beneficiamento da cana-de-açúcar (força motriz da indústria canavieira, ainda nossa principal atividade econômica) já figuram no cenário nacional como exemplo exitoso de negócio que se reinventou e encontrou na exportação de seu produto o caminho para atrair milhões de dólares ao cofre alagoano. Grupo Coringa abre unidade na Bahia e barateia produtos Depois de Maceió, Arapiraca é o município que mais indústrias concentra no interior. São mais de 403 unidades a cidade agrestina, dentre as quais o Grupo Coringa, que aproveitou o faturamento médio mensal de R$ 13 milhões para fazer economia e investir outros R$ 50 milhões na sua primeira filial no município de Luís Eduardo Magalhães (BA). O novo negócio, inaugurado em setembro de 2010, está inserido na região produtora da matéria-prima (milho) enviada a Arapiraca para fabrico de diversos produtos alimentícios garantidores da saúde financeira do industrial José Alexandre dos Santos, fundador do grupo originário da venda de fumo na feira-livre da cidade, na década de 1960. Nos primeiros 15 anos do negócio, o fumo de corda picotado e embalado em pacotinhos respondia pela totalidade do faturamento da indústria, líder em geração de emprego na cidade. São mil funcionários na matriz e outros 200 recentemente contratos para a sucursal baiana. De líder estudantil a empresário Quando o zoneamento industrial das Alagoas foi divulgado, em 2007, a fábrica de colchões do empresário Carlos Pinheiro da Costa Júnior não passava de sonho distante em São Miguel dos Campos, onde reside atualmente. Naquela época, ele atuava no ramo de telefonia móvel e já ensaiava investimento no lucrativo ramo do empréstimo consignado com desconto em folha. Quando o governo federal mudou a regra dos empréstimos, inviabilizando negócios de Norte a sul da nação, o ex-líder estudantil do início do século em Arapiraca decidiu pesquisar um produto cuja fabricação não existia em território alagoano. ?Descartei o ramo de movelaria porque era inviável trazer matéria-prima do Paraná?, comenta. Foi aí que, deitado num confortável colchão de casa, Carlos Júnior pesquisou a viabilidade do fabrico do produto sobre o qual a gente passa mais de 1/3 de nossas vidas. Algumas pesquisas depois, o negócio demandou investimento de R$ 1, 2 milhão para sair do papel. Foi inaugurado em abril de 2009.

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