Economia
Brasil atraiu 4,3% de aplica��o externa global em 2010
São Paulo, SP ? Os US$ 48,4 bilhões que chegaram ao Brasil por meio de investimento estrangeiro direto na economia em 2010 representaram uma fatia de 4,32% dos fluxos globais de dinheiro aplicado em atividades produtivas, aponta estudo da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), com base em dados da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e do Banco Central. Em 2006, o Brasil era destino de 1,3% do dinheiro externo. De acordo com dados do Banco Central do Brasil, o volume de investimentos diretos registrado no ano passado representa uma alta de 86,8% frente aos US$ 25,9 bilhões de 2009, bem acima da média registrada pelos países emergentes de apenas 9,7% calculada pela Unctad. Ainda com base em estimativa da Unctad, o volume de aportes estrangeiros aplicados na produção brasileira superaria os volumes destinados a países como Reino Unido, Rússia, Índia e México. Interesse deve continuar a crescer De acordo com a consultoria KPMG, foi a participação dos estrangeiros no Brasil que fez com que 2010 fechasse o ano com recordes históricos também no número de fusões e aquisições. Foram 175 operações em que grupos de fora adquiriram empresas brasileiras total ou parcialmente, contra 143 no ano anterior. Na avaliação de Luís Motta, sócio responsável por Fusões e Aquisições da KPMG, a expectativa é de que o interesse externo pelo Brasil em 2011 cresça ainda mais, embalado pelo bom momento econômico e atrativos extras como as oportunidades geradas pela Copa do Mundo, Olimpíadas e petróleo do pré-sal. ?Eu acho que tem tudo para ser um tremendo ano. Está muito aquecido para janeiro. O primeiro trimestre vai ser melhor que o primeiro trimestre do ano passado, com certeza?, estima Motta, que contabiliza 21 aquisições de empresas brasileiras por estrangeiros entre janeiro e março do ano passado: resultado que só deslanchou no trimestre seguinte, por causa da crise financeira que abalou os países desenvolvidos que tradicionalmente investem no Brasil.