Economia
Voca��o exportadora
De vocação exportadora, a indústria sucroalcooleira de Alagoas tem quebrado todos os recordes de venda de açúcar e álcool nos últimos quatro anos, quando o Estado consolidou sua posição no mercado internacional. Favorece Alagoas o grande superávit de produção ? estima-se que apenas 5% dos produtos do setor sucroalcooleiro são consumidos no Estado ? e as condições geoeconômicas em relação a outras unidades da federação. A menor distância entre as indústrias e o porto de Maceió e deste até os mercados consumidores, além dos menores custos de operação de transporte e carga, torna a indústria sucroalcooleira alagoana tão competitiva quanto a de São Paulo na disputa pelo mercado externo. ?Analisamos bem essa realidade e procuramos tirar proveito dessas pequenas vantagens. Dessa forma, encontramos na exportação uma importante alternativa para comercialização da nossa produção, fato que beneficia o Estado e o País?, afirmou Jorge Toledo. Interno ?Mas, apesar da vocação exportadora, o caminho da comercialização desta safra vai ser o mercado interno, principal comprador da cana do Brasil?, aponta Jorge Toledo. Isso porque, segundo cálculos do presidente do Sindaçúcar, a safra nacional não deve passar de 310 milhões de toneladas de cana, quando se esperava uma produção de até 340 milhões de toneladas. ?Para qualquer efeito, a safra brasileira começa em maio e termina em março. E nesta safra 02/03 há uma pequena frustração de colheita, o que significa que ela não será geradora de superávit de estoques, contribuindo para o aquecimento dos preços internos?, destacou Toledo.