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Sem medo de investir na Bolsa de Valores

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Investir na Bolsa de Valores parece uma tarefa complicada demais para o público leigo; parece um universo fechado, restrito aos que transitam no mundo dos negócios e estão no topo da cadeia econômica. No imaginário popular, a concepção de Bolsa de Valores é a de um mundo frenético de pessoas estressadas gritando ao telefone, com os olhos colados nos números de um painel eletrônico que não para de mudar. Mas, o que parece, não é tão complicado assim, embora seja verdadeira a tese de que, para investir na Bolsa de Valores, é preciso o mínimo de conhecimento, estar bem informado e ter um dinheirinho sobrando, com o qual o investidor não precise contar para pagar as contas dos próximos meses. Dentro desses parâmetros, qualquer pessoa pode se tornar um investidor. Na avaliação da consultora Tércia Rocha, da BM&FBovespa, não se define o perfil de um investidor pelo fato de ter muito ou pouco dinheiro, mas pela sua capacidade de poupar. Ela explica que não existe um valor mínimo definido para começar a investir, mas destaca que não é viável investir em um mês para tirar no outro. Número de investidores alagoanos cresce 425,09% A avaliação do mercado é de que uma série de fatores, entre eles a estabilidade econômica, provocou uma mudança de visão por parte do investidor, que saiu da simples posição de defesa em relação à inflação e passou buscar possibilidades de obtenção de ganhos maiores nos seus investimentos. E nesse novo contexto, a compra de ações de empresas vem ganhando espaço como opção de formação de patrimônio ou poupança de longo prazo. O que se revela nos números é que, cada vez mais pessoas estão acessando esse universo e descobrindo que ele não é tão misterioso e restritivo quanto parece. No início da década, o Brasil tinha menos de 70 mil investidores; hoje já são mais de 600 mil, segundo informa a consultora da BM&FBovespa Tércia Rocha. Bolsa atrai investidores pela internet Na avaliação da gerente dos programas de popularização da Bolsa, Patrícia Quadros, as principais dificuldades para atrair novos investidores são a cultura de consumo e a falta do hábito de poupança. ?Por isso a Bolsa desenvolveu programas de educação financeira e, acreditando na importância de tudo isso, participa da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que tem, entre as suas iniciativas, o programa Educação Financeira nas Escolas?, diz. Segundo ela, as principais dúvidas das pessoas sobre o mercado de ações são: como começar a investir, e quanto precisa para investir. E para responder essas e outras dúvidas, além dos cursos, a BM&FBovespa desenvolveu outros instrumentos, como o site www.quersersocio.com.br, no qual o internauta encontra esclarecimentos sobre como começar a investir. Nesse espaço, há informações bem didáticas e orientações sobre o funcionamento do mercado de ações, corretoras de valores, empresas listadas na Bolsa, perfil do investidor e os seis passos que ele deve seguir para começar, entre outras informações interessantes.

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