Economia
Conta de luz deve ter aumento de 19%
São Paulo, SP ? A conta de luz do brasileiro deverá ficar mais salgada nos próximos anos. Até 2015, a expectativa é que o aumento real (sem inflação) das tarifas fique entre 8% (residencial) e 19% (industrial), caso não haja nenhuma política setorial para reverter a situação. Além da inflação, as projeções não consideram possíveis aumentos decorrentes da operação das termoelétricas para preservar os reservatórios de água, como ocorreu no ano passado. Os dados constam de estudo feito pela consultoria Andrade&Canellas a pedido das associações Abrace (grandes consumidores), Abal (alumínio), Abividro (vidro), IABr (aço) e Abrafe (ferro liga). Os cálculos estão baseados numa série de fatores e premissas. A principal delas refere-se ao custo da parcela de energia dentro da tarifa (que inclui ainda impostos, encargos e transmissão), afirma o consultor da Abrace, Fernando Úmbria. Governo precisa rever contratos de empresas O governo também precisa decidir o que fazer com os contratos de concessões de geradoras, distribuidoras e transmissoras que vencem a partir de 2015. A opção é prorrogar as concessões - que exigiria mexer na lei atual ? ou retomar os ativos e fazer novos leilões de privatização. Sem isso, não há o que fazer com os contratos de energia velha que terminam em 2013 e 2014. Há quem acredite em um contrato provisório até que o problema seja solucionado. O pesquisador da Coppe/UFRJ, Roberto D?Araujo, ainda tem dúvidas de que a descontratação da energia velha surta algum efeito sobre a tarifa. ?Deveria reduzir, mas não sei qual a conta que o governo vai fazer levando em consideração o custo das estatais ? Ricardo Savoia concorda: ?Se o balanço das empresas for avaliado, veremos que o custo delas é muito alto. Fica difícil dizer que o governo vá conseguir reduzir o preço da energia para R$ 50.? Reembolso por apagões já chega a R$ 152 milhões | KARLA MENDES - Agência Estado Brasília, DF ? As distribuidoras de energia elétrica tiveram que indenizar os consumidores em R$ 152,44 milhões no primeiro semestre de 2010 por interrupções no fornecimento do serviço. Esse montante corresponde ao pagamento de 41,511 milhões de compensações nas contas de luz pelo descumprimento mensal e trimestral dos indicadores individuais de Duração de Interrupção por Unidade Consumidora (DIC), Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FIC) e Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora (DMIC), conforme levantamento divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os dados constam de um balanço parcial consolidado pela agência a partir das informações encaminhadas por 60 das 63 concessionárias de distribuição do País. O levantamento completo das compensações pagas em 2010 será divulgado assim que concluído, informou a Aneel.