Economia
Jap�o deve receber mais produtos brasileiros em 2011
São Paulo, SP ? A tragédia do Japão deve elevar as exportações de produtos brasileiros para o país asiático neste ano. Em contrapartida, as importações brasileiras do Japão devem cair, de acordo com especialistas ouvidos pela Agência Estado. Segundo eles, a destruição provocada pelo terremoto e tsunami, catástrofe agravada pelo acidente nuclear, devem reduzir o nível de atividade daquele país de forma significativa, a ponto de diminuir as vendas de mercadorias japonesas ao exterior, inclusive para seu maior parceiro na América do Sul, que é o Brasil. A corrente comercial equilibrada entre os dois países em 2010 deve ser alterada neste ano a favor do Brasil, que deve registrar um saldo positivo de US$ 2 bilhões, estima o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro. Tragédia japonesa não deverá afetar comércio agrícola | ANA CONCEIÇÃO - Agência Estado São Paulo, SP ? O impacto da tragédia no Japão sobre o comércio agrícola com o Brasil não deve ser significativo, de acordo com analistas do setor consultados pela Agência Estado. Se no curto prazo o ritmo de importação de commodities pode ser afetado pela interrupção de atividades relacionadas à agropecuária, no médio e longo prazos os esforços de reconstrução poderão elevar as compras externas do país. Amaryllis Romano, analista da Tendências Consultoria, acredita que os efeitos negativos imediatos são marginais. Romano lembra que, embora pequeno, o país tem um setor produtivo de carnes que deve ter sido prejudicado pelo terremoto, seguido de tsunami. ?Pode haver um problema conjuntural neste momento, mas depois o país pode ter de elevar suas importações?, afirmou. Preços despencam nas bolsas A crise nuclear reforçou uma preocupação: de que a recuperação da economia mundial poderia sair dos trilhos por causa da elevação forte nos preços do petróleo As cotações dos produtos agrícolas despencaram na última terça-feira nas bolsas de Nova York e Chicago, numa reação até mais forte que no dia do terremoto. O recuo acompanhou os mercados financeiros e de outras commodities, como petróleo e metais. Na Chicago Board Of Trade (CBOT), a soja cedeu 5,22%, o milho caiu 4,50%, o trigo recuou 7,35%. Na ICE, em Nova York, o açúcar afundou 7,70%; o café perdeu 3,79% e o algodão cedeu 3,54%. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI recuou 4%, para US$ 97,18 por barril.