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Corte de custos � prioridade no setor de papel e celulose

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São Paulo, SP ? Os balanços do quarto trimestre de 2010 da indústria de papel e celulose dão indicação do que esperar dos resultados do setor ao longo deste ano. Com um cenário de preços praticamente estável para a celulose e para grande parte dos diferentes tipos de papéis, a principal variável a ser analisada nesse setor é a elevação dos custos de produção. Por isso, o tema ganhou destaque nas teleconferências promovidas pelas principais companhias do setor. Fibria, Klabin e Suzano Papel e Celulose ressaltaram medidas com vistas a melhorias operacionais. Primeira companhia a divulgar balanço, ainda no mês passado, a Fibria aposta no projeto de revitalização da Fábrica A, da Unidade Aracruz (ES), para manter custos controlados. ?Sempre que os preços sobem no mercado, por qualquer razão que seja, trabalhamos para compensar com uma maior eficiência operacional?, destacou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, João Elek. Empresas têm resultados satisfatórios Em meio a uma conjuntura de recuperação de demanda global, com impacto direto nos preços de diversas matérias-primas, a linha de custo dos produtos vendidos (CPV) das empresas reportou resultados considerados satisfatórios. O CPV da Suzano em 2010 cresceu 2,2% sobre o ano anterior, para R$ 3,148 bilhões. No caso da Fibria, a alta foi de 3,7%, para R$ 5,285 bilhões. Já a Klabin reportou alta de 9,7%, para R$ 2,741 bilhões, mas esse número ainda não reflete qualquer das diversas medidas anunciadas e em implantação entre o fim de 2010 e este ano. Com o controle de custos no radar, o setor registrou aumento no Ebitda, indicador utilizado para a medição de geração operacional de caixa de cada companhia.

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