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Zona Franca tem estoques para 60 dias

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São Paulo, SP ? As maiores indústrias da Zona Franca de Manaus estão preocupadas com os efeitos das recentes catástrofes naturais do Japão, mas não há perspectiva de paralisação de suas linhas de produção, pois contam com estoques de 30 a 60 dias e estão verificando outras alternativas de fornecimento de componentes eletrônicos e de motocicletas, segundo o coordenador geral de Acompanhamento de Projetos Industriais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Igrejas. O Japão ocupa o terceiro lugar no ranking de fornecedores desses itens para as empresas da Zona Franca, com 12,91% de participação, atrás da China e da Coreia do Sul. Conforme Igrejas, as indústrias informaram que a preocupação das fornecedoras japonesas de componentes é mais social do que econômica no momento, e que as empresas não podem avaliar agora se terão dificuldade de abastecimento em alguns meses. A estratégia adotada tem sido a análise da possibilidade de substituição desse fornecimento por indústrias de outros países da Ásia, como China, Taiwan e Coreia do Sul. CNI não acredita em desabastecimento A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que as regiões afetadas no Japão são agrícolas, em sua maioria e avalia que as indústrias eventualmente prejudicadas por falta de energia deverão retomar, em breve, sua produção. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp), Paulo Skaf, também ressalta que os problemas no Japão estão restritos a uma área litorânea pequena, essencialmente agrícola, correspondente a 0,5% do território do País. ?Ainda é cedo para avaliarmos os impactos, mas aquilo que importamos do Japão, máquinas, equipamentos, peças, veículos, instrumentos de precisão, não é produzido nas regiões afetadas?, afirmou. ?É um problema localizado em uma determinada região no Japão, mas não significa que o País parou. Pode haver casos pontuais de falta de um produto ou em uma ou outra empresa, mas não será a regra geral?.

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