Economia
Obras do PAC revelam barril de p�lvora
São Paulo, SP - Acomodações precárias, banheiros distantes, condições de trabalho insalubres, disputas entre sindicalistas, a falta de um bife no prato de comida. O estopim de uma rebelião no canteiro de uma obra pode surgir do que parece - para quem está longe do isolamento - ser nada. A fúria dos trabalhadores da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), uma das mais importantes do PAC, revela o tamanho do desafio de quem comanda essas minicidades. A retomada de obras de infraestrutura no país começa a produzir episódios de conflito desse tipo. No Ceará, 6.000 trabalhadores que constroem a Termelétrica de Pecém para a MPX (de Eike Batista) e a portuguesa EDP deflagraram uma greve, por conta e risco, sem o controle ou conhecimento do sindicato. Segundo a entidade, o tratamento desigual entre peões de sete empreiteiras foi o estopim da crise. A greve foi considerada ilegal, e o sindicato enfrenta resistência para o trabalho ser retomado.