Economia
Temporada com n�meros positivos
Os números são animadores. A temporada de verão em Alagoas fechou, no mês de março, mantendo os gráficos em curva de ascensão. Os dados ainda não foram fechados, mas, de acordo com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), só nos meses de janeiro e fevereiro, mais de 300 mil pessoas passaram pelo Aeroporto Zumbi dos Palmares, um crescimento de 4,54% em relação ao mesmo período do ano passado. Mais do que isso, os números acumulados nos dois primeiros meses de 2011 já representam mais de 1/4 do número de passageiros registrado no ano inteiro de 2009 (1,1 milhão, segundo a Infraero), e cerca de 22% do que foi registrado durante todo o ano de 2010 (1,4 milhão, pelos dados da Infraero). Desse movimento ? que conta a entrada e saída do aeroporto ? pelo menos a metade é de embarques nacionais e internacionais na capital alagoana, segundo levantamentos do Ministério do Turismo. Em 2009, cerca de 554 mil passageiros chegaram ao aeroporto de Maceió, e em 2010, mais de 710 mil. Poucos leitos impedem a chegada de mais turistas Maceió tem conquistado lugar de destaque no cenário nordestino. Das 2,5 milhões de excursões vendidas no ano passado, pela CVC, que é a maior operadora de turismo da América Latina, o destino Maceió ficou em terceiro lugar, atrás de Porto Seguro e Natal, e à frente (nessa ordem) de Fortaleza e Porto de Galinhas. ?Segundo a CVC, Maceió mantém essa posição há dois anos, no ranking da operadora. Em 2009, 164.900 passageiros compraram pacotes para a capital alagoana. Já em 2010 o número cresceu para 183.687, o que representa um aumento de 11,4%?, destaca Claudia Pessôa. Ela observa que as duas cidades que estão à frente são maiores do que Maceió e têm mais leitos. ?Para ultrapassá-las, temos que consolidar Maceió como destino de turismo e negócios ? que movimenta a baixa estação ? e aumentar o número de leitos, o que já está acontecendo, em sintonia com a demanda turística?, diz a secretária. Segundo Danielle Novis, Maceió é, também, no Nordeste, o segundo destino mais procurado pela CVC para cruzeiros marítimos. Falta de estrutura limita crescimento maior do turismo Na avaliação de Danielle Novis, Alagoas avançou na captação de investidores, novos hotéis foram inaugurados, alguns ampliados e outros estão na cartela de projetos, com inaugurações previstas para 2011 e 2012; avançou na captação de voos charter nacionais e internacionais; na criação de roteiros segmentados; na articulação com o trade local para realização de ações regionais de contribuição para o desenvolvimento dos produtos e serviços turísticos dos destinos em Alagoas; e na inserção de projetos de incentivo e planejamento em parceria com o Ministério do Turismo e o Sebrae para o desenvolvimento e consolidação das regiões que ainda não são consideradas destinos indutores. Na sua avaliação, a falta de infraestrutura em algumas regiões, aliada à falta de capacitação dos profissionais que trabalham com o turismo ainda prejudicam. ?O turismo é uma atividade muito sensível e isso nos faz ficar atentos às necessidades que esse crescimento exige: preocupações com melhoria de infraestrutura básica, hoteleira, melhor qualificação dos serviços e interiorização, com o objetivo de incrementar novos destinos e roteiros, aumentando nossa competitividade em relação à outros destinos?, diz ela. Setor responde por mais vagas | FLÁVIA VILLELA - Agência Brasil Rio de Janeiro, RJ ? O setor de turismo já é responsável pela geração de 7,2 milhões de empregos no Brasil. Desse total, 870 mil estarão na linha de frente na Copa do Mundo de Futebol em 2014, lidando diretamente com os turistas. No mês do Campeonato Mundial, o número de visitantes deverá alcançar a marca de 3,6 milhões, sendo 600 mil estrangeiros. Os dados foram divulgados pelo ministro do Turismo, Pedro Novais. Ele disse que, atualmente, o setor de turismo já responde por 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que a meta é chegar ao final da década com 8% de participação. O ministro esteve no lançamento de um programa do Serviço Social do Comércio (Senac) que vai oferecer 1 milhão de oportunidades para capacitação profissional dos trabalhadores que pretendem atuar no Mundial de 2014. Sebrae aponta mais de 400 oportunidades Rio de Janeiro, RJ ? Um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta a existência de 448 atividades, em quatro setores da economia, que podem ser explorados por pequenas e microempresas até a Copa de 2014 - durante e depois do evento. Os números fazem parte de um levantamento divulgado no Rio de Janeiro e feito para identificar oportunidades de negócio nas 12 cidades-sede da Copa. O setor que aparece com mais atividades promissoras é o da construção civil (128 atividades), principalmente no período pré-evento. O setor denominado produção associada ao turismo aparece em segundo lugar no estudo e envolve 117 atividades associadas à economia criativa, gastronomia e a atividades artísticas, entre outras.