Economia
Governo mostra desinteresse por terras raras
Belo Horizonte, MG ? A recente aquisição de 15% de participação na produtora mineira de nióbio Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) por um grupo asiático é um claro indicativo do interesse que algumas nações têm em matérias-primas estratégicas. Mas o Brasil parece seguir na contramão. Pelo menos em relação às terras raras, conjunto de elementos químicos usados principalmente na indústria de alta tecnologia e que são igualmente estratégicos. Oficialmente, o País tem menos de 1% das reservas mundiais de terras raras, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). No entanto, é consenso entre quem atua na área que essas reservas podem ser bem maiores. ?Não há dúvida. O Brasil é uma caixa de surpresas para a mineração?, afirma Romualdo Paes de Andrade, responsável pela parte de terras raras do DNPM. ?Há necessidades estratégicas que o Brasil vai ter que colocar em ordem para retomar pesquisas que estavam a pleno vapor há dez anos?.