Economia
Olimp�adas e Copa agitam marketing esportivo
São Paulo, SP ? Eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, somados à expansão da economia e da renda dos brasileiros, estão movimentando o mercado de marketing esportivo no País. O lance mais espetacular foi a criação da 9ine, que tem o craque aposentado Ronaldo e a gigante da publicidade mundial WPP como sócios. Mas outros grupos internacionais já se armam para disputar o filão, ainda dominado por empresas locais, como a Traffic, do empresário J. Hawilla, hoje a maior do setor no país. Desde o fim de 2010, a francesa Havas tem no Brasil uma divisão exclusiva para negócios na área de esportes, enquanto a japonesa Dentsu finaliza sua estratégia local para entrar em campo. E o bilionário Eike Batista, conhecido no setor de mineração e petróleo, fechou com a IMG Words, peso-pesado dos esportes nos Estados Unidos, a criação de uma joint-venture, chamada IMX. Suas atividades irão da comercialização de patrocínios e promoção de eventos à estratégia de licenciamento de marcas e ao gerenciamento da imagem de atletas, entre outras. Setor de serviços ganha força para jogos | HENRIQUE GOMES BATISTA - FABIANA RIBEIRO / Agência O Globo Rio de Janeiro, RJ ? Depois do início das obras públicas de infraestrutura urbana, da construção e das reformas dos estádios e da retomada do setor hoteleiro, chegou a hora de o setor de serviços começar a fazer negócios visando à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. A movimentação ganha força em setores como telecomunicações, hospitais, segurança, alimentação e tecnologia da informação. Contratações, acordos, pré-acordos e investimentos já estão saindo do papel. Estudo da Ernst & Young aponta que apenas os investimentos em mídia e publicidade para a Copa devem somar R$ 6,5 bilhões. Bem acima do volume a ser investido em segurança (de R$ 1,7 bilhão) e tecnologia da informação (R$ 309 milhões). Segundo Marcos Nicolas, diretor de consultoria em riscos da Ernst & Young Terco, a Copa do Mundo deve gerar uma receita adicional de R$ 4 bilhões a empresas de setores como alimentação e vestuário. Para as Olimpíadas, o impacto deverá ser ainda maior. Levantamento divide Rio em 4 regiões | AGÊNCIA O GLOBO Rio de Janeiro, RJ ? Levantamento do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SindhRio) dividiu a cidade em quatro regiões, seguindo os eixos dos Jogos Olímpicos: Zona Sul, incluindo as atividades esportivas de Copacabana e Lagoa; Jacarepaguá, Barra e Recreio (incluindo a Zona Oeste); Polo de Deodoro-Realengo, abrangendo as regiões administrativas da Zona Norte da cidade; e o eixo Maracanã-Região Portuária-Marina da Glória, que inclui o Centro da cidade. Os dados indicam que só a Zona Sul ultrapassa a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que as cidades devam ter no mínimo 4,5 leitos para cada grupo de mil habitantes: na região mais nobre da cidade este patamar está em 5,4. No núcleo Barra-Jacarepaguá-Recreio, este índice está em 4,1; no eixo Maracanã-Porto-Glória fica em 3,6; e na macro-região batizada de Deodoro-Realengo, em apenas 1,7. Como as zonas Norte e Oeste são mais populosas, o índice do Rio cai para 3,4.