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Nº 5714
Economia

FMI: crise do Brasil pode afetar Am�rica Latina

O Fundo Monetário Internacional (FMI) expressou ontem preocupação de que a crise de confiança no Brasil se estenda para outros países da América Latina, ante a crescente aversão dos investidores a riscos. Em seu relatório trimestral Global Financial Stab

Por | Edição do dia 13/09/2002 - Matéria atualizada em 13/09/2002 às 00h00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) expressou ontem preocupação de que a crise de confiança no Brasil se estenda para outros países da América Latina, ante a crescente aversão dos investidores a riscos. Em seu relatório trimestral Global Financial Stability Report (Estabilidade Financeira Global), o organismo disse que a América Latina começou a sentir a perda de confiança dos investidores no Brasil e que mesmo o México, que mostrava um certo grau de resistência, foi afetado. “Uma maior deterioração da confiança no Brasil provavelmente afetaria de forma mais ampla, porque a preocupação dos investidores sobre continuidade de políticas e sustentabilidade da dívida também é fato em diversos países emergentes”, sustentou. Apesar disso, o Fundo vê distância entre os movimentos atuais e o contágio ocorrido durante crises anteriores entre emergentes. O último episódio de maior contágio, lembrou o FMI, ocorreu em agosto de 1998, na seqüência de uma profunda crise na Rússia - que atingiu outros países emergentes e precipitou a mudança no regime cambial brasileiro. O FMI considera que os riscos de contágio estão relacionados principalmente no setor financeiro. “Consideramos três potenciais canais de contágio: uma retração do financiamento externo, dos fluxos comerciais e do setor financeiro”, disse o organismo em seu informe, apresentado em Londres. O Brasil, que recebeu recentemente um pacote de 30,4 bilhões de dólares do FMI, atravessa uma crise de confiança no mercado, em meio às incertezas eleitorais. Os quatro maiores bancos europeus até agora concederam ao Brasil créditos no valor de 68 bilhões de dólares, que fazem parte de um financiamento total de instituições internacionais no valor de 142 bilhões de dólares, segundo o comunicado. Os bancos norte-americanos representam 24% dos créditos concedidos ao Brasil e os espanhóis, 18%. “Há um risco de problemas de refinanciamento destes créditos no Brasil e nos mercados emergentes em geral, incluindo os (considerados) países-refúgio”, disse o Fundo.

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