Economia
Alimenta��o ainda pesa mais no bolso
São Paulo, SP ? Os gastos com alimentação continuam a liderar a lista das maiores despesas dos brasileiros. De acordo com pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) entre os dias 23 e 30 de janeiro e divulgada com exclusividade para a Agência Estado, 68% das pessoas consultadas responderam que o item alimentação era o que comprometia a maior parcela de seu orçamento. O levantamento, encomendado ao Instituto Ipsos, foi realizado em âmbito nacional com uma amostra de mil pessoas. Para 30% dos consultados, o pagamento de impostos era a principal despesa, e o pagamento do cartão de crédito e do cheque especial foi apontado por 16% dos consultados. Em agosto de 2010, o item alimentação foi apontado como o maior gasto por 75% dos consultados, mas o item que apareceu em segundo lugar foi o pagamento da prestação em crediários e compras de bens de consumo, com 17% (atualmente em quarto lugar, com 15%). Brasileiros não querem fazer dívidas São Paulo, SP ? Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que a maioria dos brasileiros (61%) está menos disposta ou completamente impossibilitada de contrair novas dívidas neste ano. De acordo com a pesquisa, que foi feita em janeiro e com exclusividade para a Agência Estado, devido a dificuldades financeiras, 35% dos entrevistados diziam estar menos à vontade para contrair novas dívidas no início deste ano comparativamente ao mesmo período de 2010, enquanto 26% declararam estar sem condições de contrair uma nova dívida. Outros 27% responderam estar tão à vontade para se endividar quanto no ano passado e 13% disseram estar mais à vontade para contrair novas dívidas. O levantamento, encomendado ao Instituto Ipsos, foi realizado em âmbito nacional com uma amostra de mil pessoas, que foram agrupados por sexo, faixa etária, grau de instrução, classe social, regiões do País e faixas de renda mensal. Para Fiesp, resultado não preocupa O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini, explica que a pesquisa não preocupa. Na avaliação dele, a manutenção da situação do endividamento não demonstra uma demanda por crédito maior que a disponível por parte dos consumidores, nem uma queda no consumo que diminua a atividade econômica. ?O resultado representa até uma melhora, já que, em agosto, 66% estavam impossibilitados ou menos dispostos a se endividar, e agora são 61%. A situação está equilibrada, não acho preocupante. O mais importante é o padrão de sanidade, que continua em boas condições?, afirmou. Segundo os dados mais recentes da pesquisa, 47% dos entrevistados dizem estar neste ano igualmente endividados na comparação com o início do ano passado, 40% estão menos endividados e 13%, mais endividados.