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Nº 5758
Economia

Amea�a de guerra no Iraque faz d�lar subir

Os mercados reagiram mal à intensificação das tensões entre Estados Unidos e Iraque, que podem culminar com uma guerra no Golfo Pérsico. Com isso, o risco-país brasileiro subiu 1,7% para 1.735 pontos e o dólar fechou em alta de 1,08%. a R$ 3,16 para vend

Por | Edição do dia 14/09/2002 - Matéria atualizada em 14/09/2002 às 00h00

Os mercados reagiram mal à intensificação das tensões entre Estados Unidos e Iraque, que podem culminar com uma guerra no Golfo Pérsico. Com isso, o risco-país brasileiro subiu 1,7% para 1.735 pontos e o dólar fechou em alta de 1,08%. a R$ 3,16 para venda e R$ 3,158 para compra, próximo à máxima do dia, embora o saldo da semana seja neutro. Até ontem, a moeda contabilizava desvalorização de 1,07%. O volume de negócios foi baixo, especialmente durante a tarde. Segundo operadores, enquanto a procura por dólares subiu, os bancos e grandes investidores não venderam a moeda, temendo uma progressão no conflito com o Iraque durante o fim de semana que possa elevar ainda mais os preços do petróleo, que se aproxima dos US$ 30. O Iraque ontem voltou a recusar o retorno dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), alegando que isso não impediria a realização dos objetivos militares de Washington em relação ao Iraque. O mercado também recebeu mal na manhã de ontem relatório divulgado ontem pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) no qual o organismo adverte sobre a possibilidade de uma fuga de capital dos mercados emergente provocada pelo aumento da desconfiança global. Ontem, o Banco Central vendeu ao mercado US$ 123 milhões, sendo US$ 100 milhões em uma linha externa - modalidade na qual o BC recompra o montante por uma cotação pré-estabelecida ao fim de um determinado prazo - que rola um vencimento e mais US$ 23 milhões em uma linha de crédito à exportação, que tinha como oferta total US$ 40 milhões.

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