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Estudo tra�a perfil de dom�stica no Pa�s

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São Paulo, SP ? A parcela de mulheres com idade entre 18 e 24 anos que trabalham em serviços domésticos já é menor que a de mulheres entre 50 e 59 anos em algumas das principais regiões metropolitanas, como Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Distrito Federal (DF), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). A conclusão é do estudo ?A mulher nos mercados de trabalho metropolitanos?, da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado em homenagem ao Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas (27 de abril), a partir de dados de 2010. De acordo com a pesquisa, em Porto Alegre, a parcela de domésticas entre 18 e 24 anos foi tão pequena que não foi considerada significativa, e a de mulheres entre 50 e 59 anos chegou a 27,6%. Em São Paulo, as mais jovens representavam 4,7% do total, contra 20,7% das mais velhas. Na capital mineira, as mulheres entre 18 e 24 anos representavam 6,1% das empregadas domésticas, contra 19,8% das que tinham entre 50 e 59 anos. Serviço emprega 17% das mulheres Uma tendência que a pesquisa captou é que há uma parcela importante de mulheres no serviço doméstico com ensino médio completo ou superior incompleto ? em Porto Alegre, elas representavam 15,3%, em Fortaleza, 17,3%, em Belo Horizonte, 17,5%; no Recife, 18%; em São Paulo, 19,4%; no Distrito Federal, 24,8%; e em Salvador, 26,8%. De acordo com a Fundação Seade e o Dieese, elas têm exercido a função de babás e, especialmente, de acompanhantes de idosos. ?O envelhecimento da população, a diminuição do tamanho das famílias e a maior inserção feminina no mercado de trabalho justificam a expansão do trabalho para estes profissionais domésticos, em geral com maior escolaridade, inclusive com formação na área de saúde, mas que ainda assim, mantêm o perfil do emprego doméstico, ligado às atividades que exigiriam habilidades consideradas femininas?, diz o texto. Carteira assinada ainda é luxo As empregadas domésticas com carteira assinada são maioria em Belo Horizonte, onde representam 48,9% do total de domésticas, em Porto Alegre (45,2%), Distrito Federal (42%) e São Paulo (37,6%). Já nas regiões metropolitanas do Nordeste, a maioria é de mensalistas sem carteira ? em Fortaleza, elas representavam 60,5% do total; Recife, 36,6%; e Salvador, 45,7%. ?Assim, percebe-se que o direito básico de ter a carteira de trabalho assinada ainda não é totalmente respeitado. As relações peculiares entre empregado e empregador exigem conhecimento e tratamento adequados para que se possa garantir proteção social a essas trabalhadoras?, avalia o texto. Mesmo em algumas regiões em que as empregadas domésticas com registro em carteira são maioria, a proporção das que contribuem para a Previdência Social ainda é baixa. No Distrito Federal, 44,9% contribuem para a Previdência; em São Paulo, 44,7%.

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