Economia
Perigo � ser guiado pelo sucesso
São Paulo, SP ? A rede americana inaugura no próximo mês, em São José dos Campos (SP), seu 30º restaurante no país. A primeira loja no Brasil foi aberta em 1997 e o país já é o terceiro em número de unidades da marca, atrás apenas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Em termos de faturamento e número de clientes por restaurante, entretanto, a liderança é da operação brasileira. ?Os três primeiros restaurantes do mundo em vendas e número de clientes são brasileiros. No ano passado, por ordem, foram as unidades de Botafogo (RJ), Shopping Eldorado (SP) e Shopping Center Norte (SP)?, afirma o libanês Salim Maroun, presidente do Outback Brasil. ?Pela primeira vez tivemos unidades na cadeia que atendem mais de meio milhão de clientes por ano?, acrescenta. ?Com 29 restaurantes estamos conseguindo quase faturar igual a Coreia, que tem 105?. Custo de unidade é de R$ 4,7 mi Embora a ênfase dos novos investimentos tenha se concentrado no mercado de São Paulo e interior, na maioria das vezes dentro de shoppings, a rede pretende abrir unidades em todas as regiões do país. ?A gente considera que o país está pronto e que o Brasil inteiro é bom para investir?, diz Salim Maroun, presidente do Outback Brasil e sócio da filial brasileira. O Outback Brasil é uma joint venture entre os sócios e Outback International. Todas as casas são lançadas a partir de investimentos da própria empresa. O custo médio para abrir uma unidade hoje é de R$ 4,7 milhões. A rede não opera nenhum tipo de franquia. Em cada restaurante, há um sócio-operador, que entra com uma pequena parte do investimento e fica com parte dos lucros da unidade. ?Nenhum sócio pode ter mais do que um restaurante. É dedicação exclusiva?, explica Maroun. Dificuldade é encontrar matéria-prima Segundo Salim Maroun, presidente do Outback Brasil, um dos maiores desafios foi encontrar localmente fornecedores de matérias-primas com a mesma qualidade da importada. ?No início foi muito difícil achar uma carne com a mesma qualidade. Começamos comprando 100% no Uruguai, mas hoje quase 55% da carne que usamos é brasileira?, diz. De acordo com ele, a balança entre total de produtos nacionais e importados já foi invertida. ?No começo, 85% eram importados. Hoje, importamos cerca de 30%?, diz. O Outback já encontrou localmente inclusive um fornecedor de cebolas de 800 gramas em média para o preparo das ?Bloomin Onions?, um dos ícones da rede. ?É um plantador individual, que nos abastece por metade do ano?, diz o empresário.