Economia
D�lar sobe 2,83% e fecha pr�ximo do recorde
Após registrar cotação máxima de R$ 3,46 durante a tarde, o dólar comercial fechou, ontem, a R$ 3,450 para venda e R$ 3,445 para compra - 2,83% mais caro do que quarta-feira e apenas 0,5% mais barato do que seu recorde de fechamento em relação ao real, R$ 3,47, registrado em 31 de julho. Foi a sexta alta consecutiva do dólar, que só nesta semana valorizou 9,2%. Enquanto isso, o risco-Brasil sobe 4,32% e opera a 2.023 pontos, maior patamar desde os 2.091 pontos registrados em 16 de agosto. Segundo operadores, o Banco Central teria intervido no mercado vendendo dólares à vista, mas a operação não foi confirmada. A alta foi mais uma vez alimentada por pressões políticas. Dentro do País, a chance de um candidato que se opõe à atual política econômica vencer as eleições presidenciais no primeiro turno deixa o mercado inseguro, com medo de uma ruptura brusca na atual política econômica. O índice Bovespa - principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em queda de 0,73%. Juros O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu hoje manter a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 10% ao ano. Essa taxa deverá vigorar de 1º de outubro a 31 de dezembro e é a mesma vigente desde o dia 1º de julho. O diretor de política econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn, explicou que, apesar de o risco-país ter subido nos últimos meses, a avaliação do CMN é de longo prazo e por isso o cálculo do prêmio de risco, que é feito para definir a TJLP, não foi alterado. Outra razão para a manutenção da taxa, conforme ele, é que as projeções de inflação nos próximos 12 meses estão em linha com a meta firmada para 2003.