loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Li��es de Santa Catarina para Alagoas

Ouvir
Compartilhar

Florianópolis (SC) ? Experiências sobre empreendedorismo, conselhos sobre compras feitas em grupo e a força do associativismo são apenas algumas das lições que Santa Catarina tem a oferecer aos empresários alagoanos. Os 32 integrantes da missão empresarial, organizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas), que percorreram 700 quilômetros entre o oeste e o litoral catarinense na semana passada, conheceram muitos exemplos que poderão ser aplicados em seus negócios. O presidente do Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta, que preside também a Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio/AL), explica que a missão ? a segunda promovida pela entidade ? tem como objetivo ampliar os horizontes dos empresários do interior. Segundo ele, apesar dos participantes terem um perfil variado, desde o comércio de vestuário, passando pelo setor alimentício, telefonia e material de construção, todos ganharam em experiência. * A repórter acompanhou a missão à convite do Sindilojas/Arapiraca Para crescer, empresários apostam na força da união Chapecó (SC) ? O ditado ?a união faz a força? tem resultados práticos no município de Chapecó, localizado no Oeste de Santa Catarina. O Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) demonstra que quando uma categoria se mobiliza em torno de um interesse da comunidade local, todos saem ganhando. Conforme o diretor-executivo da entidade, Eduardo José Perone, além de funcionar como uma representante da categoria ? não só em Chapecó, mas também nos outros municípios que compõem a região metropolitana ? o Sicom está envolvida também em discussões sobre assuntos de interesse público. ?Nossa entidade participa hoje de mais de 30 conselhos municipais da região metropolitana. A consequência disso é que somos mais que representantes da classe porque nos envolvemos em muitos outros assuntos?, afirmou, citando como exemplo o aeroporto municipal de Chapecó, que recebe na faixa de 14 mil passageiros por mês. Gestão municipal focada no empreendedorismo Rio do Sul (SC) ? Apesar de ser um município pequeno, com população menor que as cidades-polo do interior de Alagoas, Rio do Sul tem muito a ensinar sobre gestão municipal. Instalada no meio de um parque industrial, as ações do poder público conseguiram elevar a qualidade e a expectativa de vida dos habitantes do município. O prefeito, Milton Hobus (DEM), que preside a multinacional Royal Cyclo, levou a experiência empresarial para a gestão municipal. Por conta disso, a taxa de desemprego entre os habitantes do município é baixíssima e jovens de outras cidades vão trabalhar nas fábricas de Rio do Sul. ?O prefeito anterior reunia a população e distribuía ?sacolões? [cestas básicas] para os pobres, mas eu sou contra o assistencialismo. Tudo que ofereço para a população tem um preço. Temos um plano emergencial para os desempregados, que inclui estudos, qualificação profissional e saúde bucal. Com essa assistência, ele logo volta ao mercado de trabalho. Só ficam de fora os doentes e os mais velhos, é por isso que hoje distribuímos menos de 50 sacolões por mês?, explicou. Grupos de compras derrubam preços Jaraguá do Sul (SC) ? Durante as visitas técnicas feitas à Breithaupt, em Jaraguá do Sul, e a Tozzo Atacadista, no município de Chapecó, os empresários alagoanos se interessaram sobre a formação de grupos de compras, que barateiam custos na aquisição de produtos no mercado interno e facilitam as importações. Bruno Breithaupt, um dos sócios da empresa que está entre as líderes no varejo de material de construção e ferramentas em Santa Catarina, é também presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio/SC) e está organizando uma missão para a China na segunda quinzena de agosto, e alguns dos empresários alagoanos estão considerando a possibilidade de participar. ?Quando o empreendedor vai fazer negócios fora do Brasil, ele precisa conhecer muito bem com quem está negociando. Se compararmos os preços de produtos, como porcelanato, fabricado na China com o que é produzido no Brasil, a concorrência é uma covardia. Mesmo pagando todos os custos de importação e vendendo o produto chinês 20% mais barato que o nacional, o lucro ainda é bem maior?, explicou.

Relacionadas