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Brasil e a sua diversidade no consumo

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Rio de Janeiro, RJ ? Recife lidera o consumo nacional de uísque ? que ainda leva pedrinhas de gelo feitas de água de coco em plena praia. Já o orgulho de ser gaúcho fala mais alto na hora de optar entre a cerveja produzida na região e uma outra vinda de outros Estados. Cariocas carregam menos na maquiagem do que brasilienses ou goianas. E a margarina dos baianos leva mais sal do que a dos paulistas. Diversidade. É essa a palavra que define os inúmeros tipos de consumidores espalhados do Oiapoque ao Chuí. Investigar para conhecer. É essa a estratégia da indústria e do varejo para vender ? e muito ? para esses milhões de brasileiros ávidos para ir às compras. ?As companhias já perceberam que não há como vender sem entender e respeitar as peculiaridades de cada região do País. Assim, por bem ou por mal, são enquadradas pelo consumidor. Mas erram. Como o gaúcho, que é muito orgulhoso de sua origem e tradição, vai aceitar uma loja que traz Bahia no nome e ainda tem como símbolo um cangaceiro??, diz Carla Barros, professora da UFF e da ESPM, citando ainda o caso da Coca-Cola que, em épocas da festa do boi de Parintins, no Amazonas, muda a cor de sua lata para azul. ?A companhia precisou de uma autorização de Atlanta para, num período curto, ser tingida de azul. Respeitou o consumidor regional e garantiu mercado. Até porque a gigante já vinha perdendo para a Pepsi?. ?NE muda seus hábitos e se aproxima do Sul? Estaria no Nordeste o maior comprador de camarão? Não. Segundo a Frescatto, é o Rio que mais consome a iguaria. Também é na região onde produtos para a pele e maquiagens mais leves têm destaque. Surpreendentemente, é ínfimo o consumo do feijão carioca. E é no estado fluminense que a fralda é mais adquirida em farmácias ? ao contrário dos demais estados, onde essa compra se dá mais em supermercados. Diante do movimento, a Kimberly-Clark chegou a criar em janeiro uma gerência voltada para a distribuição nessas lojas. E há ainda outras particularidades: ?Cerca de 40% dos azeites portugueses da rede vão para o Rio. O que é um efeito da influência portuguesa?, diz Vasquez, acrescentando que cariocas e paulistas são os consumidores mais abertos a inovações, como sabão líquido para lavar roupa.

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