Economia
Mercado teme inger�ncia pol�tica
São Paulo, SP ? O mercado reagiu nos negócios e nas palavras à inesperada decisão do Banco Central (BC) de reduzir o juro básico da economia (Selic) de 12,50% para 12% ao ano. Nos ativos financeiros, a mudança significou valorização das ações em bolsa de valores, alta do dólar e queda das taxas de juros futuras. Nas avaliações verbais, o BC foi duramente criticado. Alguns chegaram a dizer que a instituição agiu de acordo com o que quer o governo, ou seja, sem rigor técnico. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 2,87%, puxado pelos bancos. Espera-se que, com juros menores, as instituições financeiras emprestem mais. O dólar avançou 1%, para R$ 1,61, porque o juro menor, em tese, diminui a atratividade do Brasil para investidores globais. Os juros futuros caíram ajustando-se à decisão. A taxa para outubro fechou em 11,9%, de 12,3% no dia anterior. Também houve uma revisão generalizada nas projeções para a Selic nos próximos meses. O Itaú Unibanco, por exemplo, avalia que o BC derrubará a taxa básica em mais um ponto porcentual até o fim de 2011, ou seja, para 11% ao ano em dezembro.