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Economia

Poder de consumo � de R$ 2 bilh�es

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a reduzida elite financeira alagoana ratificam sua concentração em bairros da orla marítima ou então nas poucas ilhas de riqueza cercadas de pobreza da parte alta da paradisíaca capital e evidenciam uma novidade: poder de consumo mensal superior a R$ 2 bilhões de reais. O alagoano de primeira classe tem renda familiar mensal superior aos R$ 10.800,00, o equivalente a 20 salários mínimos. Ingere arroz, farinha e feijão, mas aprecia a sofisticada culinária internacional, degusta vinhos de primeira linha e embeleza o esqueleto com roupas importadas dos Estados Unidos ou Europa. Destacam-se ainda da multidão que povoa as classes subalternas pela circulação em veículos de luxo ou porque contempla a paisagem oceânica a partir da janela de apartamentos nos quais investiram valores impraticáveis para uma família dona de uma frágil conta bancária. ?O cidadão de alta renda já resolveu a vida. Tem casa e carro próprios. Gosta do melhor. Paga pelo melhor?, explicou à Gazeta, desde que não fosse identificado, um corretor de imóveis que negocia imóveis de alto padrão próximos à orla de Pajuçara e Ponta Verde. ?Tenho cliente esperando para ocupar seu apartamento de R$ 1 milhão?, completou. Loja oferece produtos para consumidores de alto luxo A renomada arquiteta Simone Freitas, revendedora de mobiliário de luxo em Maceió, faz parte de um grupo restrito de profissionais donos de negócios voltados, inicialmente, para público de alta renda, mas que sobrevivem mesmo graças à recente avidez pela qualidade que tem caracterizado a chamada classe B. ?Há peças no mostruário voltadas para a classe A, mas a loja não pode deixar de ofertar produtos que atendam às necessidades dos vários nichos de mercado. Não há, em Alagoas, negócio que sobreviva exclusivamente da classe A?, explica a empresária, uma das proprietárias da conhecida Espaço Due. Fundado há 12 anos, quando Simone consolidou parceria com a colega de profissão Grace Ferreira, o lugar satisfaz o cliente que busca uma peça qualquer ou então aqueles que delegam poderes aos decoradores para fazer o levantamento das peças e lhes apresentam o valor do serviço. Bancos abrem agências para atender aos clientes de alta renda Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander perceberam, alguns anos atrás, o quão promissor seria segmentar a clientela de alta renda, nas agências de varejo, e transferir suas contas para agências batizadas com nomenclaturas pomposas ? Estilo, Prime, Personalité e Van Gogh, respectivamente ?, mas com objetivo parecidos: oferecer atendimento personalizado. Os bancários mais destacados em agências de todo o Estado se submeteram a processos seletivos. Receberam incentivo financeiro e aceitaram o desafio de se dedicar ao freguês com conta recheada e fôlego financeiro para investimento em fundos de renda fixa, previdência privada, seguro de automóveis e de imóveis, além de ações nas bolsas de Nova Iorque, Paris ou Londres. Shopping atenderá clientela classe A Quando perceberam que os consumidores das classes A e B de bairros como Jatiúca e Ponta Verde se deslocavam do Maceió Shopping para comprar em lojas de boa qualidade, montadas em pequenas galerias daqueles bairros, os investidores compreenderam que era o momento de investir num novo centro de compras para atender inclusive aos abastados da parte alta da cidade. O projeto engatinhava quando a Prefeitura de Maceió anunciou a construção da Ecovia Norte (Avenida Presidente Lula), ligando o complexo Benedito Bentes ao bairro de Guaxuma. Era o que faltava para conectar ao ?Parque Shopping Maceió? os consumidores de alta renda residentes em condomínios como Aldebaran, Jardim Europa e San Nicolas e Jardim do Horto, etc. Negócio com sofisticação de Pádova Pesquisa de mercado encomendada por dois empresários e realizada por empresa de marketing entre mil moradores dos conjuntos Aldebaran, Jardim do Horto e Jardim Petrópolis, na parte alta da capital, confirmou a existência de demanda reprimida por um negócio que aliasse os prazes de uma boa mesa regada a uma boa taça de vinho. Os sócios Antônio Carlos Costa e Caio Uchoa analisaram os resultados compreenderam que o investimento numa pizzaria diferenciada renderia bons dividendos, além é claro, de satisfazer as exigências da clientela de alta renda residente no Aldebaran, pertinho do qual o negócio foi montado há quatro meses. ?O foco era o público residente no condomínio, mas a pesquisa indicou que outros moradores da região também poderiam consumir os produtos e serviços ofertados pela empresa?, explicou Fernanda Tognon, esposa de Antônio Carlos e filha de Sílvio Tognon, responsável pela cozinha da Sabatelli Pizza e Arte. Supermercado no bairro do Farol para clientes A e B Depois da consolidação do supermercado Palato na parte baixa da cidade, o empresário Paulo Cabus se prepara para abrir loja no bairro do Farol, região ?carente? do padrão de negócio que ele implantou na Ponta Verde em 1992 e que se destaca pela excelência na prestação de serviços aos públicos A e B. O dono do negócio não pôde conceder entrevista. Coube ao seu gerente comercial, Charles Rozembaum, por intermédio de assessoria de imprensa, explicar os porquês da decisão de abrir o negócio na parte alta da cidade. ?A parte alta da cidade é extremamente carente do tipo de serviço que queremos oferecer, que se baseia na continuidade do diferencial de produtos e atendimento implantado na loja da Ponta Verde?.

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