Economia
D�lar bate novo recorde e fecha a R$ 3,78
Embalado vencimento de uma dívida de US$ 1,5 bilhão hoje e pelos resultados das pesquisas eleitorais para a presidência, o dólar comercial disparou novamente ontem e bateu o recorde histórico do Real pelo segundo dia seguido. A moeda norte-americana fechou vendida por R$ 3,78 (compra a R$ 3,77) pela taxa do Banco Central. A alta em relação ao valor do fechamento de segunda é de 5,73%. Tamanha foi a alta que hoje o Real vale menos até do que o peso argentino, corroído por anos de câmbio artificial, uma grave crise financeira e política e pela suspensão dos pagamentos da dívida. Cada Real compra US$ 0,264, enquanto um peso argentino vale US$ 0,27. No mês de setembro, o dólar já acumula valorização de 25,58% sobre o Real. No ano, a alta acumulada é de 63,21%, até o fechamento de ontem. O índice Bovespa (principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 1,24%. Os analistas atribuíram ao vencimento, previsto para hoje, de uma dívida cambial de US$ 1,52 bilhão e aos rumores sobre uma nova pesquisa eleitoral, além das turbulências políticas, os motivos que levaram o dólar a bater novos recordes ontem. A pressão sobre o câmbio veio de todas as frentes - econômica, política e externa. O Banco Central confirmou que interveio no câmbio vendendo dólares à vista - segundo operadores, o BC atuou diversas vezes durante o dia - mas a medida teve pouco ou nenhum efeito. Além disso, durante a manhã, foram vendidos US$ 31,7 milhões em linhas de crédito para financiamento de exportações.