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Economia

Produ��o de aves em AL � insuficiente

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A incapacidade alagoana de produzir frango para satisfazer a demanda de mais de 1 milhão e 200 mil aves por mês contribui para que produtores pernambucanos despejem do lado de cá da fronteira, a preço mais baixo que o praticado pelo mercado local, o excedente de produção. Para o atual presidente da Associação dos Avicultores de Alagoas (Avisal), empresário Klécio Silva, a ?desarmonia? no comércio de aves entre os dois Estados é extremamente penosa para os donos das 20 empresas que produzem aves para abate em diversos municípios do Agreste, Baixo São Francisco e Zona da Mata. ?Temos produção de frango inferior à sua demanda diária. Pernambuco aproveita essa lacuna e manda para cá até 10% de seu excedente. O problema é que as aves cruzam nossa fronteira com valores abaixo do nosso custo de produção?, alerta. Cada empresário alagoano investe, em média, entre R$ 2,20 e R$ 2,40 para produzir e criar uma ave até os 45 dias de vida, quando está pronta para o abate. Diante da avalanche de frango pernambucano, houve quem precisasse se submeter ao comprador que propunha pagar preço inferior ao que se investe numa ave. Alagoas detém produção de apenas 3,49% na região Estudo do Banco do Nordeste (BNB) sobre os aspectos comerciais e organizacionais da Avicultura de Corte no Nordeste ratificam a ?lanterninha? de Alagoas quanto ao plantel e produção avícola. Tínhamos, em 2008, 4.265.292 milhões de aves. No comparativo com os números no Nordeste (121.025.265 milhões), detínhamos produção de frango de apenas 3,49% naquela época. No mesmo estudo, Pernambuco figura como terceiro colocado quanto ao plantel regional, mas mantenedor da liderança quanto à posse do maior plantel avícola comercial. Eram, em 2008, 14,7 milhões de unidades, distribuídas em oito municípios. Uma destas localidades é o município de São Bento do Una, onde havia quase um milhão de unidades para abate na época da apresentação do estudo. É lá que está a matriz da Carnaúba, revendedora de carne de frango e responsável pela comercialização da maioria dos milhões de ovos consumidos em Alagoas. Empresa lucra com venda do produto Quando surgiu, próximo à Igreja de Santa Rita, no Farol, o Galetos Brown tinha como desafio atrair a clientela que fazia suas três refeições em casa. Quase quatro décadas depois, seus 75 funcionários primam pelo atendimento em domicílio de quem almoça em casa, mas prefere não preparar suas próprias refeições. Diariamente, entre as 10 da manhã e as 13 horas, os 18 entregadores da empresa se desdobram para entregar, no horário marcado e com o auxílio de motocicletas, 200 refeições variadas entre os clientes espalhados pelos diversos bairros da capital. ?O trabalho começa cedo, porque o cliente precisa da refeição no horário previamente agendado?, explica Roni Cavalcante, administrador do negócio, fundado em 1973 por um casal de gaúchos que ficou desempregado depois da falência da uma empresa em que labutavam. Empresário cria franquia de negócio José Gomes Pereira, o ?Fidélis?, assava churrasco numa churrascaria do bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió, quando os colegas Ferreira Júnior (radialista já falecido) e Ricardo Mendonça lhe sugeriram abrir uma galeteria vinculada ao Depósito São Luiz, na Avenida Amélia Rosa, bairro de Jatiúca, Maceió. O pequeno negócio começou em 19 de junho de 1990 e deu tão certo que, um ano depois, seu Fidélis já tinha apurado o suficiente para comprar o espaço ao proprietário, que não lhe cobrou um vintém sequer de aluguel pelos primeiro doze meses de atividade ao lado do próspero comércio de bebidas diversas. O empreendimento foi diversificando sua clientela e ?pegando carona? na mudança de hábitos da população daquela região da capital. ?Com a mulherada trabalhando, o tempo livre do meio-dia só dava para levar a meninada na escola. Foi aí que a gente marcou posição fornecendo refeições?, recorda Fidélis. Criadores fornecem frango para merenda Os 80 agricultores que formam a Associação dos Produtores de Galinha Caipira de Santana do Ipanema, no Sertão do Estado, já fornecem mais de duas toneladas mensais de carne de frango e ovos para incrementar a merenda de alunos matriculados em 58 escolas da rede municipal. Eles fazem parte de um projeto montado um ano atrás por uma empresa do Sudeste em parceria com o curso de Zootecnia da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e Secretaria Estadual de Agricultura, cujo propósito é incentivar a criação de galinhas caipiras em toda a região. O primeiro lote de 60 pintinhos (30 machos e 30 fêmeas), todos produzidos no Paraná, foi doação da empresa, que queria comprovar a viabilidade de sua pesquisa. O segundo foi adquirido com o lucro da venda do primeiro. O terceiro e o quarto também.

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