Economia
Alagoas tem 13,69% de terceirizados
Alagoas tem o menor número de profissionais terceirizados do País, segundo estudo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgado ontem. De acordo com os dados ? elaborados com base na Relação Anual de Informações Sociais, Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e em sindicatos ?, o Estado conta com 63.116 trabalhadores terceirizados, número que corresponde a 13,69% do total. Já a massa contratada formalmente nas empresas alagoanas é de 461.159. Pelo levantamento da CUT, São Paulo lidera em número de funcionários terceirizados com 29,32% da força de trabalho, seguido por Santa Catarina (27,82%) e Ceará (27,38%), que encabeça a lista na região Nordeste. Os números de Alagoas foram recebidos com desconfiança pelos diretores do Sindipretro AL/SE (Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe). Para o diretor de Terceirizados da entidade, Marivaldo Ferreira Costa, o fato de Alagoas ter o menor percentual de trabalhadores terceirizados do País não mostra a realidade das empresas no Estado. Categoria ganha 27,1% a menos que contratados | WLADIMIR D?ANDRADE - Agência Estado Guarulhos, SP ? O presidente da CUT, Artur Henrique, defende que a responsabilidade de fiscalizar as condições a que os funcionários estão submetidos é do contratante. Ele quer que a Justiça trabalhista também ajude a elaborar propostas com o objetivo de reduzir os acidentes. ?Os tribunais trabalhistas podem e devem construir propostas para diminuir os acidentes entre os terceirizados?, afirmou. A partir de hoje, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho realizará audiências públicas para debater a terceirização da mão de obra. A CUT apresentará o estudo nas discussões. O estudo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) mostra que os funcionários terceirizados recebem salários 27,1%, em média, menores que aqueles contratados diretamente pelas empresas. Os dados revelam que os terceirizados tinham uma remuneração média de R$ 1.329,40, enquanto os contratados diretamente recebiam R$ 1.824,20. O estudo foi apresentado hoje, em entrevista coletiva, na 13ª Plenária Nacional da instituição.