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Economia

Ap�s recorde, d�lar cai e fecha a R$ 3,655

Após disparar 11% somente entre segunda e terça-feira últimas, o dólar fechou em baixa, ontem, de 3,09%, a R$ 3,663 para venda e R$ 3,655 para compra. O real também voltou a valer mais do que o peso argentino - cotado a 3,71 unidades por dólar no câmbio l

Por | Edição do dia 26/09/2002 - Matéria atualizada em 26/09/2002 às 00h00

Após disparar 11% somente entre segunda e terça-feira últimas, o dólar fechou em baixa, ontem, de 3,09%, a R$ 3,663 para venda e R$ 3,655 para compra. O real também voltou a valer mais do que o peso argentino - cotado a 3,71 unidades por dólar no câmbio livre e 3,65 no oficial - em relação à moeda norte-americana. Apesar da queda do dólar, operadores e analistas acreditavam que a moeda pudesse recuar mais. Na sexta-feira, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,405. “Se o preço caísse de uma vez, ia ficar muito na cara que na terça subiu só pela pressão sobre a Ptax (taxa média compilada durante o dia calculada pelo Banco Central, BC), afirmou um operador. “Por isso, agora o dólar deve recuar devagar, um pouco por dia”, explicou. Também há expectativa de que o volume escasso melhore nos próximos dias. Outros analistas, entretanto, acreditam que o cenário ainda favorece a alta da moeda norte-americana, e que mesmo que a cotação recue, deve continuar bastante elevada. O Banco Central interveio hoje no câmbio vendendo dólares à vista, mas a ação teria sido limitada, já que não foi notada por muitos operadores. Mais cedo, a autoridade monetária vendera US$ 63,4 milhões em um leilão de linha de crédito para financiamento de exportações. A queda de ontem foi explicada por operadores como sendo resultado do fim da pressão exercida pelo vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,52 bilhão liquidada ontem pelo Banco Central. O montante corresponde a uma dívida em títulos cambiais, resgatada integralmente em reais pelo BC de acordo com o valor da Ptax de ontem, e uma parte em contratos de “swap”, pelos quais só se paga, no resgate, a remuneração do período em que valeu o contrato. “A especulação é até compreensível, já que a incerteza sobre o cenário eleitoral é grande e realmente gera apreensão até que o novo governo defina sua linha, mas há também manipulação dos agentes financeiros para aumentar seus lucros”, observou Miriam Tavares, diretora da corretora AGK. O Tesouro Nacional também vendeu ontem ao mercado cerca de R$ 1,2 bilhão em NTN-C (Notas do Tesouro Nacional - Série C, títulos atrelados à variação da inflação pelo IGP-M) com vencimento em dezembro de 2005.

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