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Crian�as est�o no foco da ind�stria

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Diversão e produtos para crianças estão longe de ser uma brincadeira para o mercado. Ao contrário disso, são várias as estratégias que visam transformar os ?baixinhos? no foco da produção, consumo e até geração de empregos. Na onda do crescimento econômico e aumento do poder aquisitivo da classe C e ascensão da classe média, o comércio se mantém aquecido com uma grande oferta de artigos e serviços. O público infantil é tão estratégico que a indústria de alimentos, calçados, brinquedos, eletrônicos, entre outras, dedica parte de sua produção para atendê-lo. Nesta linha, o mês de outubro ? em especial o dia 12 ? já figura como um pré-aquecimento de outro período muito aguardado pelos lojistas: o Natal. Dados colhidos pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas (Fecomércio) em pesquisa para antecipar o comportamento do consumidor revelam que os filhos, netos e sobrinhos não serão esquecidos. Pelo menos 68% dos 540 entrevistados garantiram que comprarão um presente, especificamente motivados pelo Dia das Crianças. As estatísticas não deixam dúvidas de que neste mês, a próxima quarta-feira 12 é tida como o melhor dia do mês em vendas. Garotada influencia no momento das compras Com tanta oferta, cores e uma variedade de preços, difícil entrar numa loja e não comprar. Ao lado de uma criança, as chances são ainda maiores. Os pequenos se movimentam nos ambientes das lojas com uma objetividade incrível. Conhecem as marcas, os nomes e quem são os heróis desenhados nos calçados. Diante da cena, pais encantados com a ?opinião? dos filhos, formada antes por massivos comerciais. O pedreiro Cícero da Silva, 36 anos, deixou o filho Caíque livre para escolher o que queria. E ele não perdeu tempo. Mostrava com detalhes os modelos que havia pego há pouco no empilhado da seção. ?Já sei qual a marca da alpercata?, diz o garoto direto. ?Mas isso aqui ainda não é do Dia das Crianças. Aí é outra coisa, que ele já escolheu?, emendou Cícero, abrindo um sorriso. ?E hoje nós saímos para ver outras coisas. Mas aí entramos?completou o pai, apontando para a porta da loja. Acompanhado da mulher, ele olhava admirado para o filho enquanto o garoto tentava convencê-los a levar o modelo escolhido. O comportamento do casal se repetia entre todos os consumidores acompanhados dos filhos. Casas de festas infantis faturam alto Outro segmento que também vende sonhos e emoções são os salões de festas e eventos para crianças. Multicoloridos, conquistam pelos ambientes requintados e confortáveis para pais e filhos. A gerente de um dos maires salões da capital ? o Pip Pop Vertical ? Zaqueline Firmino, no mercado há 9 anos, define essa tendência como ?busca pela praticidade?. ?É uma forma de investir em algo que vai representar muito para as crianças, as famílias ? além da praticidade. Eles não têm nenhuma outra preocupação, a não ser dizer para quantas pessoas será a festa. Aí já temos os pacotes montados, com ou sem buffet, para convidados ou apenas para as crianças?, detalhou Zaqueline. Neste mercado, a expectativa também é muito boa para o mês de outubro. Quase em todos os dias existem atividades festivas. O espaço, inclusive, tem a capacidade para realizar dois eventos ao mesmo tempo. Além do buffet, eles também incluem entre os serviços o som do DJ Lincoln, que toca na casa desde o seu início, há um ano. Setor teve crescimento de 30% O negócio que envolve sonhos e desejos infantis, mas sobrevive do financiamento emocional dos pais, segue como tendência de mercado e se expande no Brasil. Nas grandes cidades, cada vez mais as festas unem aventura, jogos eletrônicos em ambientes de muita ?magia? e ?efeitos especiais?. Há salões que possuem montanha russa, cinema 3D e verdadeiros cenários cinematográficos. As piscinas com bolinhas e pula-pula cada vez mais vão ficando no passado. Os números o setor impressionam e despontam como um ramo lucrativo de negócio. Segundo dados colhidos pelo Sebrae, em nível nacional, o lucro com os salões ultrapassam os 28%. Isso explica o fato do ramo de festa infantil ter crescido 30%, o que pode fazer os 4 mil buffets superarem R$ 1 bilhão em faturamento. Os clientes que sustentam esse lucrativo negócio estão na classe média, e não medem esforços para garantir a diversão dos filhos.

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