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Nº 5713
Economia

Juros: redu��o ser� quase nula para consumidor

Os pequenos investidores que querem comprar ações da Companhia Vale do Rio A redução da taxa básica de juros (Selic) de 19% para 18,75% ao ano, anunciada quarta-feira pelo Banco Central, terá efeito quase nulo para o cliente na hora de pegar um empréstimo

Por | Edição do dia 22/02/2002 - Matéria atualizada em 22/02/2002 às 00h00

Os pequenos investidores que querem comprar ações da Companhia Vale do Rio A redução da taxa básica de juros (Selic) de 19% para 18,75% ao ano, anunciada quarta-feira pelo Banco Central, terá efeito quase nulo para o cliente na hora de pegar um empréstimo no banco ou fazer o financiamento de uma mercadoria. Foi o que afirmou o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. Ele lembrou que há uma distância grande entre a taxa básica e as cobradas pelo mercado. Oliveira simulou o repasse da queda de 0,25 ponto percentual da Selic nos juros ao consumidor. Em média, a redução seria de apenas 0,02 ponto percentual, com a taxa média passando de 8,03% para 8,01% ao mês (152,10% ao ano). No comércio, a taxa cairia dos atuais 6,7% ao mês para 6,68% (117,27% ao ano). No cartão de crédito, a taxa baixaria de 10,47% para 10,45%. Miguel Ribeiro citou o exemplo de uma geladeira que custa, à vista, R$ 800. O bem sairia, financiado, por 12 parcelas, com prestações mensais de R$ 99,12 (total de R$ 1.189,44) com os juros atuais de 6,7% ao mês. Com uma taxa de 6,68%, a prestação baixaria para R$ 99,01 e o total, para R$ 1.188,12. Ou seja, a redução na prestação seria de apenas R$ 0,11 e, no valor total, de R$ 1,32.

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