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Economia

13� injeta R$ 800 milh�es na economia

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O comércio é a esfera da economia alagoana que mais se beneficia do pagamento, em novembro e dezembro, do décimo terceiro salário aos 975 mil alagoanos. No bolso deste exército de ávidos consumidores, circulam aproximadamente 800 milhões de reais. Dados do Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD) indicam que o setor cresce entre 8% e 10% nesta época do ano. ?Esse tão aguardado crescimento se registra principalmente no mês de dezembro, quando as publicidades veiculadas em meios de comunicação despertam a avidez dos consumidores pela aquisição de produtos variados?, reforça o economista Fábio Guedes, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e consultor econômico da Federação das Associações Comerciais de Alagoas (Fecomércio). De acordo com o especialista, metade de todo esse gigante bolo financeiro circulando em Alagoas será degustado pelos empresários revendedores de comida, remédio e de vestimenta. ?50% dos assalariados em Alagoas recebem salário mínimo. Esta fatia da população vai destinar a quase totalidade do rendimento extra para a compra de comida, remédio e roupa. Alguns, no entanto, vão renegociar dívidas assumidas no passado?, reforça. Lojas triplicam lucros com a chegada do fim de ano Os colegas Cláudia Costa, 20, Felipe Martins, 19, e Juliana Castro, 20, trabalham unidos no Calçadão do Comércio de Maceió sob coordenação de Darlene Assis, 25, com a missão diária de conquistar novos adeptos ao cartão de crédito da Esplanada, uma das empresas que triplicam seu faturamento entre os meses de novembro e dezembro, em Maceió, graças à clientela que investe parte de seu 13º salário na aquisição de itens de vestuário em geral. ?De novembro a dezembro a gente duplica, triplica e até quadruplica o número de contratos. É uma loucura. Nesta época do ano, tem muito mais consumidores do que nos meses anteriores?, informava à Gazeta, quinta-feira à tarde, Juliana Castro. ?O que facilita nosso trabalho é o fato de muita gente vir ao Centro da capital gastar parte de seu 13º salário até a véspera do Natal? reconhece Darlene Assis, supervisora do grupo de vendedores. Financeiras e bancos se antecipam e emprestam ?salário? Não há números precisos, mas os economistas ouvidos pela Gazeta de Alagoas confirmam que boa parte dos mais de 470.000 alagoanos que trabalham com carteira assinada, tanto celetistas quanto estatutários, não recebem o 13º salário no final do ano porque, meses atrás, já recorreram aos bancos e financeiras para antecipar o recebimento do tão aguardado numerário, mas com deságio que oscila entre 10% e 30%. ?São muitos os alagoanos que preferem R$ 1.600,00 no bolso de forma antecipada a esperar os meses de novembro de dezembro para receber, por exemplo, um 13º superior aos R$ 2.000,00. É negócio muito vantajoso para as financeiras, mas a transação é legal e tem aval do Ministério da Fazenda para vender dinheiro?, explica o economista Fábio Guedes, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). ?Impacto é grande?, diz economista Gazeta ? Que impacto o 13º salário tem na economia alagoana? CÍCERO PÉRICLES ? Grande, principalmente no setor de comércio. O varejo e a prestação de serviços são sempre os mais beneficiados. Nesses segmentos, vai quase todo dinheiro do 13º salário. A indústria é beneficiada indiretamente, pela venda dos segmentos que produzem alguns bens localmente e atendem à demanda por alimentos, vestuários e móveis populares. Mas não é uma produção significativa, na medida em que quase todos os bens industriais comprados em Alagoas têm origem em outros Estados. Outros setores têm participação menor, como a construção civil popular, a chamada autoconstrução, que recebe alguns recursos adicionais, com a compra do material de construção no varejo, para iniciar ou avançar nas pequenas obras residenciais, do tipo pintura ou reformas. O poder público ainda é o maior pagador de 13º salário em Alagoas? É o terceiro. O primeiro é a previdência social. São 460 mil segurados que garantem para o INSS o prêmio de maior pagador. A décima terceira parcela da previdência injeta aproximadamente 300 milhões de reais na economia alagoana. Em segundo lugar, em número de salários, vem o setor de serviços e comércio que, há pelo menos seis anos, emprega mais que o setor público. O antigo setor terciário ocupa mais de 175 mil trabalhadores. O salário médio do funcionalismo público é maior que o da previdência e do setor de comércio e serviços, mas o número de funcionários, 150 mil, é menor. Os demais trabalhadores com carteira assinada da indústria e construção somam outro grande contingente, aproximadamente, 140 mil assalariados. Distribuidoras se beneficiam com chegada de fim de ano A demanda pelos mais de 3.000 itens de produtos à disposição no estoque da empresa Novo Brasil, situada na Cidade Universitária, em Maceió, cresce entre 15 e 25% nos dois últimos meses do ano. O que justifica o crescimento é, segundo análise do gerente comercial da empresa, Mariel Costa, o aporte de milhões de reais do 13º salário na economia alagoana. Para garantir ?a fartura de final de ano?, os 3.200 clientes (supermercados e mercadinhos) da empresa nos 102 municípios alagoanos robustecem seus estoques com produtos de higiene, limpeza, perfumaria, alimentos em geral, enlatados, além, é claro dos campeões de venda do período natalino: panetones e queijos do reino. ?É gigantesco o aumento do consumo nesta época?, observa.

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