Economia
Crise na produ��o faz reciclagem de alum�nio crescer
São Paulo, SP ? O agravamento da crise sobre a indústria do alumínio elevou a importância econômica da reciclagem para o setor. Antes tratado somente como uma questão socioambiental, o reaproveitamento de sucatas agora é disputado por grandes empresas. A estimativa do setor é que a produção nacional de alumínio primário (obtido pela extração mineral) vai encerrar o ano com queda de 5% em relação a 2010. Já a participação da reciclagem no suprimento industrial deve crescer acima de 34%. ?A reciclagem é um elemento importante do suprimento interno e seu futuro vai depender da economia e da redução das importações de bens prontos?, disse o presidente da Abal (Associação Brasileira do Alumínio), Adjarma Azevedo. No ano passado, as importações de alumínio semiacabado ou acabado vindas de países asiáticos, principalmente da China, cresceram 96%, para 139,9 mil toneladas, reduzindo a competitividade local, segundo a Abal. Setor movimentou R$ 1,8 bilhão A reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,8 bilhão no ano passado, segundo balanço da Abal e da Abralatas. Somente na etapa da coleta, foram injetados R$ 555 milhões na economia, o equivalente à renda salarial para 251 mil pessoas. Segundo o coordenador de reciclagem da Abal, Henio de Nicola, considerando todos os tipos de recicláveis, o país tem mais de 1 milhão de catadores com renda. Para ele, as diferenças econômicas do Brasil que impulsionam a população de baixa renda a coletar latinhas não é motivo de orgulho. ?Agora, a atividade de coletor é igual a qualquer outra?. Para ele, os números do setor demonstram o amadurecimento da reciclagem no Brasil. ?A indústria está madura e há um esforço contínuo no sentido de educar a população para a reciclagem do alumínio?, disse.