Economia
Companhias deixam de investir
São Paulo, SP ? A disparada do dólar, que passou de R$ 1,56 no fim do segundo trimestre deste ano para R$ 1,85 no fechamento do terceiro trimestre, elevou as dívidas atreladas à moeda americana e derrubou o lucro das empresas com ações negociadas em bolsa. A mudança levou as companhias a adotar um conservadorismo financeiro que resultou em corte e adiamento de investimentos para reforçar o caixa. A Suzano, maior fabricante integrada de papel e celulose da América do Sul, por exemplo, postergou do primeiro semestre de 2012 para o segundo semestre de 2014 a decisão de compra de equipamentos da nova unidade de produção de celulose do Piauí. ?A decisão foi tomada levando em consideração a inflação de preços das commodities metálicas (aço, alumínio, cimento etc) e apreciação do dólar ante o real?, explica o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto.